A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou que o Grande Prêmio de Mônaco de 2026 terá configuração técnica própria a fim de limitar a velocidade máxima dos carros nas retas do circuito urbano.
Restrição no uso de energia elétrica
A principal alteração é a adoção obrigatória do mapa de motor “Rev 1” durante todo o fim de semana no Principado. Nesse modo, a potência da unidade geradora de energia (MGU-K) começa a ser reduzida a partir de 200 km/h. No mapa “Base”, aplicado na maioria das etapas, a limitação só se inicia aos 290 km/h.
Na prática, os monopostos deixarão de usar energia da bateria ao alcançarem 300 km/h. O modo de ultrapassagem permanecerá disponível, porém com entrega progressivamente menor: 150 kW a 300 km/h, caindo a zero aos 310 km/h.
Motivo de segurança
A FIA explica que as retas curtas, curvas lentas e intensas zonas de frenagem facilitam a recuperação de energia em Monte Carlo. Sem a restrição, os carros poderiam atingir velocidades consideradas excessivas para o traçado.
Desde 2025, o órgão já havia vetado o chamado straight mode em Mônaco. Agora, a nova limitação complementa a medida de segurança.
Repercussão no paddock
Pilotos avaliam que a mudança deve tornar a pilotagem mais fluida. Oliver Bearman, da Haas, disse que o GP pode ficar “mais divertido”, pois reduzirá a necessidade de economizar energia de forma extrema. “Podemos simplesmente pilotar como queremos”, afirmou o britânico.
Charles Leclerc, da Ferrari, acredita que o circuito se adapta bem à geração atual de carros, mais leves. “Mônaco será uma das corridas em que esses carros podem ser muito bons”, comentou o monegasco.
A distância total limitada por potência no traçado é de 1.388 metros, a menor de todo o calendário, o que reforça a expectativa de um gerenciamento de energia menos restritivo durante a prova.
Com informações de F1Mania



