Monte Carlo, 1º de junho de 2026 – A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) antecipou para hoje uma alteração no regulamento de unidades de potência de 2026, eliminando uma brecha que permitia à Mercedes operar com taxa de compressão acima do limite previsto.
Até então, a verificação da taxa de compressão ocorria em temperatura ambiente, o que autorizava diferenças de comportamento do motor em pista. A partir de agora, a medição passará a ser feita com o propulsor estabilizado a 130 °C, impossibilitando valores superiores ao teto de 16:1 durante as corridas.
Como a brecha funcionava
Relatos da pré-temporada indicavam que a Mercedes High Performance Powertrains (HPP) alcançava até 18:1 de compressão usando ligas metálicas que se expandem com o aquecimento. O recurso, válido nos testes estáticos, gerava vantagem em condições reais de prova.
Implementação adiantada
Inicialmente programada para 1º de agosto, depois do GP da Hungria, a mudança foi antecipada em resposta à pressão das demais fabricantes. Com isso, a nova diretriz já vale para o fim de semana do Grande Prêmio de Mônaco.
Situação no campeonato
Mesmo com o fechamento da brecha, a Mercedes mantém domínio absoluto em 2026: venceu as cinco etapas disputadas e lidera o Mundial de Construtores com 74 pontos de vantagem sobre a Ferrari.
Frederic Vasseur, chefe da equipe italiana, aposta que o sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO) poderá equilibrar forças ao longo do ano. O mecanismo autoriza uma atualização de motor por temporada às fabricantes até 2% atrás da melhor unidade, e duas atualizações àquelas com déficit superior a 2%.
Resta saber se a combinação da nova medição e do ADUO será suficiente para reduzir a diferença já no apertado traçado de Monte Carlo.
Com informações de Autoracing



