Grenoble (França) – Mais de 12 anos depois do acidente de esqui que feriu gravemente Michael Schumacher, novos depoimentos de quem participou do socorro e do tratamento do heptacampeão vieram à tona em 1º de junho de 2026.
Helicóptero de resgate
O piloto Yannick Dainese, responsável pelo transporte de Schumacher da estação de Méribel até o Hospital Universitário de Grenoble, relembrou o início da operação. “Um paramédico saltou do helicóptero com o médico e disse: ‘Vamos buscar Schumacher!’ Pensei que fosse brincadeira”, contou. A seriedade da missão ficou clara quando o comando ordenou o desligamento de microfones e câmeras e vetou a presença da imprensa a bordo. “Ninguém falava, todos estavam focados”, acrescentou Dainese, que admitiu sentir “pressão extra” por saber que o paciente era idolatrado mundialmente.
Diagnóstico crítico
No hospital, o neurocirurgião Stephan Chabardes disse ter reconhecido o ex-piloto assim que se inclinou sobre o paciente ainda com roupa de esqui. “Pensei: ‘Meu Deus, hoje vai ser complicado’”, relatou. Segundo ele, a gravidade se confirmou após a tomografia feita logo depois da cirurgia, revelando um quadro “extremamente crítico”.
Clima de tensão na imprensa
O jornalista Benoit Bouy, que cobria o caso, lembrou a pressão das primeiras horas. Uma fonte “altamente confiável” informou que a vida de Schumacher corria risco, mas a redação hesitou em publicar. “Se divulgássemos aquilo e, dias depois, ele aparecesse só com um curativo, perderíamos a credibilidade”, explicou.
Desde o acidente, ocorrido em dezembro de 2013, Schumacher não faz aparições públicas. Aos 57 anos, o alemão permanece longe dos holofotes, enquanto a família mantém rígido controle sobre informações relativas ao seu estado de saúde.
Com informações de Autoracing



