Monte Carlo, 7 de junho de 2026 – George Russell atribuiu a uma falha de software da Mercedes o início dos problemas que arruinaram seu Grande Prêmio de Mônaco. O britânico recebeu uma punição de cinco segundos por excesso de velocidade no pit lane e, depois, um drive-through por não cumprir corretamente a primeira sanção, encerrando a prova apenas em 13º lugar.
Corrida promissora vira pesadelo
Russell largou bem e chegou a ganhar posição da Red Bull de Isack Hadjar após uma parada antecipada nos boxes. Minutos depois, porém, os comissários detectaram velocidade acima do limite no pit lane. Segundo o piloto, a equipe identificou que o incidente foi provocado por um erro de software no carro.
“Não fiz nada diferente. A Mercedes confirmou que o sistema falhou”, disse Russell, ainda nos boxes. A mesma infração atingiu Lewis Hamilton e Pierre Gasly durante a prova.
Confusão sob safety car aumenta prejuízo
O cenário piorou quando o acidente de Lance Stroll provocou a entrada do safety car. A direção de prova ordenou que o pelotão utilizasse o pit lane, e a Mercedes chamou Russell de última hora. Na parada, os mecânicos tocaram no carro antes de completar os cinco segundos da punição original, o que resultou automaticamente em um drive-through.
“Perguntei pelo rádio se deveria parar. Não obtive resposta clara. Quando vi os pneus prontos, parei”, relatou o piloto. Após cumprir o drive-through, a corrida foi interrompida por bandeira vermelha, e Russell perdeu várias posições na relargada.
Impacto na classificação
Sem pontuar pela segunda etapa seguida – ele já havia abandonado no Canadá – o britânico caiu para terceiro no campeonato, agora 68 pontos atrás do companheiro Kimi Antonelli, que venceu pela quinta vez consecutiva. Hamilton ultrapassou Russell e assumiu a vice-liderança da tabela.
No fim, Russell lamentou o desfecho: “Com o erro de software ganhei, no máximo, um décimo de segundo no pit lane e perdi 13 posições na corrida”.
Com informações de Autoracing



