George Russell classificou o momento que vive na Fórmula 1 como “um dos mais frustrantes” da carreira. O britânico da Mercedes terminou o Grande Prêmio de Mônaco, disputado em 7 de junho, apenas em 12º lugar e viu Kimi Antonelli alcançar a quinta vitória seguida na temporada 2026.
Penalidade inicial e drive-through decisivo
A corrida começou a se complicar para Russell quando os comissários aplicaram cinco segundos de punição por excesso de velocidade no pit lane. Posteriormente, durante o safety car causado pelo acidente de Lance Stroll, a Mercedes não respeitou o tempo mínimo de espera antes do atendimento ao carro. A infração converteu a penalidade original em um drive-through, cumprido logo após a relargada pós-bandeira vermelha.
Com o pelotão agrupado, o britânico despencou da terceira para a 13ª posição. Ele ganhou apenas um posto no fim, após punição a Sergio Pérez.
Distância cresce na tabela
Fora da zona de pontuação pela segunda prova consecutiva, Russell soma 88 pontos e ocupa o terceiro lugar no campeonato. Antonelli lidera com 156, enquanto Lewis Hamilton é o vice-líder com 90.
Frustração com fatores externos
O piloto afirmou que nunca enfrentou uma sequência tão grande de contratempos alheios ao próprio desempenho. “Continuo acreditando em mim, mas muitos pontos foram desperdiçados”, disse. Ele lembrou a quebra do carro no Canadá quando liderava, além de ter perdido posição no Japão após a entrada do safety car dez segundos depois de sua parada.
Russell destacou ainda que a situação se torna mais dolorosa porque a Mercedes dispõe, segundo ele, de um carro capaz de disputar vitórias. “Isso não aconteceu quando brigávamos por sétimos lugares há dois anos; agora que o carro é competitivo, tudo dói mais”, completou.
Mesmo assim, o britânico garantiu manter a confiança: “Acredito que vamos lutar por vitórias até o fim do ano. Bastariam alguns resultados diferentes para o campeonato estar completamente aberto”.
Com informações de Autoracing



