Monte Carlo, 12 de junho de 2026 – McLaren e Red Bull notificaram a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre a intenção de recorrer da decisão que restabeleceu o terceiro lugar de Pierre Gasly no Grande Prêmio de Mônaco.
Na sexta-feira, os comissários aceitaram o pedido de Direito de Revisão apresentado pela Alpine e anularam duas penalidades de cinco segundos aplicadas ao francês durante a prova. Com isso, Gasly recuperou a posição obtida em pista.
Sensor mais curto mudou avaliação de velocidade
Durante a audiência, a Formula One Management (FOM) apresentou novos dados que revelaram uma discrepância de 77 centímetros no primeiro sensor de cronometragem da entrada dos boxes. O sistema, responsável por medir a distância percorrida e calcular a velocidade média, registrava valores até 0,1 km/h acima do limite de 60 km/h mesmo quando um piloto transitava exatamente dentro da margem permitida. Essa inconsistência levou os comissários a reverem as penalizações.
Cinco das seis infrações por excesso de velocidade detectadas na corrida ficaram exatamente 0,1 km/h acima do limite, fator que reforçou a suspeita de erro na medição.
Impacto no resultado final
Com a anulação das punições, Isack Hadjar (Red Bull) desceu do terceiro para o quarto lugar, perdendo a chance de conquistar seu primeiro pódio. Oscar Piastri (McLaren) subiu para quinto, posição obtida mesmo após cumprir uma penalidade de cinco segundos por ter sido registrado a 60,1 km/h no pit lane.
Novo prazo para recurso
De acordo com o regulamento, as equipes têm 96 horas para contestar o resultado original de uma corrida. Esse prazo expirou na quinta-feira, mas foi reaberto após a nova decisão da FIA. Assim, McLaren e Red Bull dispõem de mais 96 horas para decidir se apresentarão um recurso formal. Ambas afirmam que não questionarão a punição aplicada a Piastri.
Se o recurso avançar, o caso poderá sofrer nova reviravolta antes da homologação definitiva dos resultados do GP de Mônaco.
Com informações de Autoracing



