A Mercedes apresentou à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) um pedido oficial de revisão do resultado do Grande Prêmio de Mônaco, informou o chefe da equipe, Toto Wolff.
De acordo com Wolff, a iniciativa está ligada às punições impostas a George Russell durante a corrida e às novas interpretações da regra surgidas após a Alpine ter obtido êxito em um recurso semelhante.
“Sim, pedimos o direito de revisão porque simplesmente queremos estar à mesa quando as decisões estão sendo tomadas”, declarou o dirigente aos jornalistas. Apesar do movimento, Wolff reconheceu que as chances de alteração são pequenas: “Não, ainda acho que é improvável”. O austríaco lembrou que, pelo regulamento, penalidades já cumpridas em prova normalmente não podem ser anuladas depois.
Entenda a controvérsia
A discussão começou com Pierre Gasly, punido duas vezes em cinco segundos cada por excesso de velocidade no pit lane. A sanção derrubou o piloto da Alpine do terceiro para o sétimo lugar, permitindo que Isack Hadjar subisse ao pódio. Dias depois, a FIA reviu o caso a pedido da equipe francesa e concluiu que a distância usada para medir a velocidade estava incorreta, anulando as penalidades.
O mesmo erro afetou outros competidores, entre eles George Russell. O britânico recebeu um drive-through, caiu do quarto para o 12º posto e perdeu pontos importantes na tabela, além de ver seu companheiro de Mercedes, Kimi Antonelli, vencer a prova.
Com a revisão, ficou estabelecido que nenhum dos envolvidos excedeu o limite de 60 km/h no pit lane, abrindo espaço para que outras equipes questionem situações semelhantes. Mesmo cético, Wolff afirmou que a Mercedes seguirá com o processo: “Definitivamente temos que tentar”.
Com informações de F1Mania.net



