Martin Brundle classificou como “complexa e desconfortável” a decisão que devolveu o terceiro lugar a Pierre Gasly no Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1. Em coluna para a Sky Sports F1, o ex-piloto afirmou que o episódio pode abrir um precedente perigoso para futuras disputas da categoria.
A polêmica começou quando cinco pilotos foram penalizados por exceder o limite de 60 km/h no pit lane. Quatro deles cumpriram a punição durante a prova. Gasly, porém, recebeu o acréscimo de tempo apenas após a bandeirada, caindo de terceiro para sétimo.
A Alpine utilizou o Direito de Revisão da FIA, argumentando falhas de medição na linha de velocidade. O recurso foi aceito, e o francês recuperou o pódio, retirando de Isack Hadjar o segundo top-3 que teria obtido na Fórmula 1.
Equipes recorrem
Mercedes, McLaren e Red Bull apresentaram recurso contra a decisão, alegando prejuízos estratégicos. Segundo Brundle, o caso pode incentivar pilotos a não cumprirem penalidades durante a corrida para tentar revertê-las depois. “É tudo uma bagunça sem solução fácil”, escreveu.
Erro de medição
O britânico explicou que a FIA usa laços de cronometragem para aferir a velocidade no pit lane. Em Mônaco, um dos sensores teria 77 cm a menos do que o calibrado, resultando em várias marcas de 60,1 km/h. O problema foi detectado desde os treinos livres, levando algumas equipes a revisarem o limitador de velocidade.
Brundle ressaltou que a situação de George Russell, outro piloto penalizado que cumpriu a sanção na hora, não foi revista, o que evidencia o impacto desigual da decisão. “Sem dúvida serão tiradas lições, mas essa história ainda deve render”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



