Max Verstappen elogiou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Fórmula 1 pela disposição em ouvir os pilotos durante as discussões que resultaram em ajustes no regulamento das unidades de potência para os próximos anos.
O piloto da Red Bull, um dos principais críticos das normas previstas para 2026, chegou a cogitar deixar a categoria caso o projeto original não sofresse alterações significativas. Segundo ele, a postura “mente aberta” das entidades foi decisiva para o avanço das negociações.
Antes do Grande Prêmio de Miami, já haviam sido adotadas medidas para atenuar o chamado “super-clipping” e reduzir estratégias excessivas de economia de energia. Reuniões adicionais buscaram equilibrar a distribuição de potência entre o motor a combustão e os sistemas elétricos.
Como resultado, ficou definido que em 2027 o fluxo de combustível será ampliado, aumentando a contribuição do motor a combustão. No ano seguinte, a repartição de potência deverá alcançar 60% para o propulsor térmico e 40% para os componentes elétricos.
Verstappen afirmou que a experiência acumulada na categoria pode ter dado mais peso à sua opinião, mas reforçou que o ponto central foi a receptividade demonstrada pelos organizadores. “No início do ano tivemos algumas reuniões com a FOM, outros pilotos e a FIA. É ótimo que escutem os pilotos; queremos tornar o esporte um produto melhor”, disse o tetracampeão.
Ele acrescentou que todas as sugestões apresentadas pelos competidores visaram fortalecer a categoria: “É por isso que fazemos recomendações; estamos tentando fazer a coisa certa”.
Com informações de F1Mania.net



