Woking (Reino Unido) – A McLaren Racing atingiu valor de mercado estimado em US$ 4,1 bilhões depois de quase uma década de profundas mudanças administradas por Zak Brown, que assumiu o controle comercial da equipe em 2016.
Crise na metade da década passada
No início dos anos 2010, a escuderia enfrentava déficits constantes de desempenho e caixa. A segunda parceria com a Honda, encerrada em 2017, resultou em prejuízos milionários, perda de prêmios e saída de patrocinadores. A estrutura de gestão herdada da era Ron Dennis, considerada inflexível, também afastava novas marcas, acelerando a queda de receitas.
Chegada de Brown e mudança cultural
Anunciado em 2016, o executivo norte-americano trouxe experiência em marketing esportivo e implementou uma cultura mais aberta, estimulando comunicação interna e presença intensa nas redes sociais. A postura facilitou a aproximação de patrocinadores e melhorou o ambiente na fábrica de Woking.
Modelo de patrocínio em mosaico
Brown substituiu a busca por um patrocinador principal por contratos com múltiplas empresas. Cada parceira cobre uma parte menor do orçamento, mas, somadas, garantem fluxo financeiro mais amplo e estável, além de proteger a equipe de eventuais saídas isoladas.
Reestruturação técnica
Para recuperar competitividade, o dirigente contratou Andreas Seidl, que chefiou o departamento de engenharia até o fim de 2022. Em seguida, Andrea Stella assumiu o comando esportivo, reforçando processos de design e estratégia na pista.
Infraestrutura renovada
Com receitas em alta, a McLaren investiu em um novo túnel de vento e em um simulador de última geração. As instalações, concluídas antes da temporada 2023, permitiram avanços aerodinâmicos e feedback mais preciso de pilotos como Lando Norris e Oscar Piastri.
Aporte externo e valorização
O desempenho crescente e a base financeira sólida atraíram investidores. A MSP Sports Capital adquiriu participação no time, seguida pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mumtalakat, consolidando a avaliação de US$ 4,1 bilhões divulgada em 2025. O montante coloca a McLaren entre as equipes mais valiosas da Fórmula 1, ao lado de Red Bull e Ferrari.
A administração de Zak Brown, combinando captação de recursos, modernização de instalações e reorganização técnica, transformou a equipe britânica de um período pré-falimentar para a atual condição de gigante financeiro e esportivo.
Com informações de Autoracing



