A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) homologou as baterias – ou Energy Store (ES) – das unidades de potência da Fórmula 1 para o ciclo técnico que começa em 2026. Diferentemente do que ocorre com o motor a combustão interna (ICE), beneficiado pelo recém-criado sistema de concessões ADUO, as fabricantes não poderão atualizar livremente suas baterias em busca de desempenho ao longo do campeonato.
Importância da parte elétrica
No novo regulamento, a parte híbrida representa cerca de 50 % da potência total por volta em 2026. Em 2027, essa contribuição deve cair para aproximadamente 40 %, mantendo peso estratégico na performance dos carros. Por isso, equipes e fornecedores investiram intensamente no desenvolvimento das baterias antes da homologação oficial.
Quem assina os projetos
Mercedes, Ferrari, Honda, Audi e Red Bull Ford Powertrains apresentaram soluções próprias para a ES. Embora cada uma detenha o desenho final, componentes como células, eletrônica de potência e sistemas de arrefecimento costumam ser fornecidos por empresas especializadas.
Variações de desempenho
Mesmo cumprindo o mesmo regulamento, duas baterias podem diferir em velocidade de carga e descarga, eficiência energética, controle térmico, peso e integração com o MGU-K. O software de gerenciamento de energia, propriedade intelectual de cada fabricante, também influencia o resultado e não é padronizado pela FIA, ao contrário da ECU obrigatória.
Atualizações restritas
Após a homologação, a FIA só autoriza modificações na bateria por motivos de confiabilidade, segurança ou correção de falhas. Qualquer solicitação precisa comprovar que não há ganho de performance encoberto. Dessa forma, quem acertou o projeto logo no início do ciclo regulatório pode sustentar a vantagem por vários anos.
ADUO não cobre a Energy Store
O sistema ADUO foi criado para reduzir diferenças no desenvolvimento do ICE, permitindo ajustes a fabricantes em desvantagem. Não existe mecanismo equivalente para a ES. Assim, é possível compensar uma perda no motor a combustão, mas recuperar atraso na bateria será muito mais difícil.
Na prática, a hierarquia das unidades de potência em 2026 dependerá da soma do desempenho do ICE e da eficiência da parte elétrica. Uma equipe poderá ter o melhor motor a combustão e, ainda assim, ficar atrás de quem entregar uma bateria e um gerenciamento de energia superiores.
Com informações de Autoracing



