O circuito de Silverstone volta a testar ao limite carros, pilotos e equipes na temporada de 2026 da Fórmula 1. Curvas de alta velocidade, mudanças rápidas de direção e forças laterais que ultrapassam 5 g tornam o traçado britânico um dos mais severos do calendário.
Por que a pista é tão exigente
A sequência formada por Maggotts, Becketts e Chapel, entre outras curvas predominantemente à direita, submete principalmente o eixo dianteiro a fortes cargas, com destaque para o pneu dianteiro esquerdo. Mesmo com asfalto de rugosidade relativamente baixa e boa aderência — resultado do uso frequente do autódromo durante o ano — a energia aplicada nos pneus nas curvas rápidas mantém o desgaste como fator crítico.
Escolha dos compostos
Diante desse cenário, a Pirelli levará para o fim de semana os três compostos mais duros disponíveis: C1, C2 e C3. Em trechos específicos, os valores de força lateral se equiparam aos de pistas como Suzuka e Spa, justificando a opção pelos pneus de maior resistência.
Estrategicamente, uma parada
A expectativa para a corrida principal é de estratégia de uma parada, combinando C2 e C3 — os dois pneus de maior aderência dentro do trio selecionado. O C3, contudo, pode apresentar granulação dependendo das condições da pista, enquanto C1 e C2 tendem a oferecer desempenho mais estável.
Formato sprint complica o acerto
O fim de semana em Silverstone terá formato sprint, limitando as equipes a apenas um treino livre antes da classificação da sprint. Isso reduz o tempo para avaliar desgaste de pneus, equilíbrio aerodinâmico e altura do carro, variáveis decisivas em um circuito onde pequenos desequilíbrios custam tempo precioso.
Com o cronograma comprimido, o Treino Livre de sexta-feira ganha importância extra para coletar dados que podem influenciar até a prova de domingo.
Horários em Brasília
• Sexta-feira – Treino Livre: 08h30 | Classificação da sprint: 12h30
• Sábado – Sprint: 08h00 | Classificação para o GP: 12h00
• Domingo – Corrida: 11h00
Com informações de F1Mania.net



