Spa-Francorchamps abriu negociações para voltar a sediar o Grande Prêmio da Bélgica todos os anos, apesar do atual acordo de revezamento firmado com a Fórmula 1. O circuito tem corridas asseguradas para 2027, 2029 e 2031, mas almeja recuperar a presença anual no calendário da categoria.
Argumento histórico
De acordo com o presidente do traçado belga, Melchior Wathelet, as conversas com a direção da F1 já começaram. O dirigente sustenta que Spa é parte fundamental da história do campeonato desde 1950.
“Estamos ressaltando a importância histórica desta prova. A categoria compete aqui desde 1950; sempre fizemos parte do Mundial”, declarou.
Apoio dos pilotos
Wathelet afirmou que os pilotos, entre eles Max Verstappen, defendem a manutenção permanente da etapa. “Eles querem continuar correndo aqui porque consideram esta uma pista fantástica”, disse.
Meta para 2030
O dirigente admite que um retorno já em 2028 é pouco provável, mas trabalha para garantir a prova anual a partir de 2030, ano em que a Bélgica completará 200 anos de independência.
“Queremos encerrar o revezamento e fechar um contrato de longa duração”, reforçou.
Vozes de apoio
A lenda belga Jacky Ickx e o chefe da Mercedes, Toto Wolff, também defenderam Spa no calendário. Ickx ressaltou a dificuldade de arcar com os custos de um evento em temporadas alternadas, enquanto Wolff destacou a tradição do GP, lembrando que ele integra o campeonato desde 1950 ao lado de Monza, Silverstone e Mônaco. O austríaco, contudo, alertou para a necessidade de equilíbrio financeiro por parte da Fórmula 1.
Além da categoria principal
Wathelet acredita que a ligação entre o circuito e Verstappen permanecerá mesmo depois que o holandês deixar a F1. “Ele ama este autódromo e continuará voltando para correr aqui, com qualquer carro ou em qualquer categoria”, concluiu.
Com informações de Autoracing



