Spa-Francorchamps (21.jul.2026) – Toto Wolff detalhou nesta terça-feira os problemas de propulsão que prejudicaram George Russell ao longo do fim de semana do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1.
De acordo com o chefe da Mercedes, o W17 do britânico apresentou dois tipos de anomalia. A primeira, percebida na sexta-feira e no sábado, limitava a energia disponível na entrada da chicane Bus Stop (curva 18), o que derrubou a velocidade em reta. “Identificamos algo no motor de George; havia menos energia para usar naquele ponto”, explicou Wolff.
Na classificação, isso custou aproximadamente metade dos quatro décimos que Russell perdeu para o companheiro Kimi Antonelli no setor final. A equipe calcula que o déficit variou de 0s20 a 0s25 em modos de volta rápida, com impacto bem menor nos stints longos.
Novo defeito na largada
No domingo, surgiu uma falha diferente. Logo após a curva 1, Russell sofreu perda súbita de potência na subida até Les Combes, caiu de terceiro para quinto lugar e, pouco depois, colidiu com Lewis Hamilton, abandonando a prova. “Foi algo novo, que não encontramos no simulador”, afirmou Wolff, frisando que a anomalia liberava mais energia no início da volta e menos no final.
Efeito em toda a frota Mercedes
Wolff acrescentou que os oito carros equipados com unidades Mercedes registraram algum grau de falta de energia na saída da primeira curva, embora o problema tenha atingido Russell com maior intensidade. Antonelli também sentiu a limitação, mas conseguiu prosseguir.
O dirigente considerou positivo detectar a falha em Spa, circuito exigente em termos de recuperação de energia. “Em Budapeste, seria muito mais difícil encontrá-la”, observou.
Com o abandono de Russell, a Mercedes lamenta a perda de pontos tanto no campeonato de pilotos quanto no de construtores.
Com informações de Autoracing



