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Norris volta a criticar regras de energia da F1 e diz que Hungria deve aliviar problema

Lando Norris voltou a questionar as normas que regem o uso de energia na Fórmula 1. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (18) no circuito de Hungaroring, o britânico lembrou dificuldades enfrentadas desde a introdução das novas unidades de potência, implementadas em 2026, que dividem quase igualmente a força entre o motor a combustão interna e as baterias (proporção 50/50). Até 2025, a relação era de aproximadamente 80/20 a favor do motor térmico.

Segundo o atual campeão da categoria, traçados com longas retas e curvas rápidas, como Albert Park, Silverstone e Spa-Francorchamps, expõem os pilotos a maior consumo de bateria por oferecerem menos zonas de frenagem para a recuperação de energia. O panorama deve ser diferente no Grande Prêmio da Hungria, marcado para este fim de semana: o circuito travado e sinuoso tende a preservar a carga elétrica, permitindo ataques mais constantes.

Regra alterada no último fim de semana

Norris criticou uma mudança regulatória aplicada entre sexta-feira e sábado na etapa anterior, que, segundo ele, limita a interação entre motor e bateria quando o piloto levanta e reaplica o pé no acelerador acima de 210 km/h. “Você acaba desperdiçando carga”, afirmou.

O britânico citou ainda dificuldade em manobras de ultrapassagem: ao sair da trajetória ideal e voltar a acelerar, parte significativa da energia armazenada pode ser perdida, situação que viveu no Japão. “Há coisas que fazem você pensar: por que isso existe?”, declarou.

‘Provavelmente já passamos pelo pior’

Para Norris, os circuitos mais exigentes em gestão de bateria — casos de Silverstone e Spa — já ficaram para trás no calendário. “Aqui [na Hungria] deve funcionar bem. A entrega de potência elétrica é quase total em todo o traçado, embora alguns pontos ainda sejam complicados”, avaliou. O piloto acrescentou que há problemas simples de resolver e espera vê-los sanados até o fim desta temporada ou, no máximo, em 2027.

Apesar dos avanços, o campeão não descarta mudanças mais profundas. “Algumas coisas funcionariam melhor se abandonássemos de vez todo o sistema de bateria”, concluiu.

Com informações de F1Mania.net

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