A etapa de Fórmula 1 em Marina Bay, marcada para este fim de semana, terá o primeiro heat hazard oficialmente declarado pela categoria. Entre quinta-feira (2) e domingo, a combinação de calor extremo, pista reprojetada e pit lane mais rápido orienta as discussões de Lando Norris, George Russell, Charles Leclerc, Esteban Ocon, Alex Albon e Isack Hadjar.
Calor e coletes de resfriamento
Russell informou que o colete de resfriamento passou a ser obrigatório após cockpit registrar até 60 °C e umidade de 90%. “É como uma sauna dentro do carro”, descreveu o britânico, ainda se recuperando de mal-estar sentido em Baku.
Novo desenho e impacto na estratégia
A remoção das curvas finais criou uma reta mais longa, “melhorando o fluxo”, segundo Russell. Além disso, o limite do pit lane subiu para 80 km/h, reduzindo o tempo de parada em cerca de cinco segundos. Leclerc prevê que a alteração “aproxima” a janela de duas paradas, mas lembra que ultrapassar continua difícil. Hadjar e Albon concordaram que o ajuste amplia opções, porém sem garantia de mudanças drásticas.
Norris confiante, mas atento à Red Bull
O piloto da McLaren, que considera Singapura sua pista favorita, lembrou o bom desempenho de 2023 e vê a Red Bull novamente no mesmo patamar depois das últimas atualizações. Para a luta pelo Mundial de Construtores em 2025, ele ressaltou a importância de “dois pilotos entregarem todo fim de semana”.
Ferrari depende da temperatura
Leclerc admitiu que a McLaren tende a ser mais forte no traçado asiático, mas acredita em vantagem da Ferrari sobre a Mercedes se o calor persistir. “Eles são fortes no frio; nós, no quente”, sintetizou o monegasco.
Tema polivalência: Verstappen, Nordschleife e treino cruzado
A vitória de Max Verstappen no Nordschleife gerou elogios. Norris chamou o holandês de “um dos melhores de todos os tempos”, enquanto Ocon citou sessões de drift e kart no inverno como forma de manter reflexos. Albon comparou pilotar carros diferentes a “aumentar o vocabulário”.
Retorno de Grosjean emociona paddock
Cinco anos após o acidente no Bahrein, Romain Grosjean voltou a guiar um F1 em Mugello. Ocon descreveu o dia como “feliz e emocionante”; Russell ainda recorda “as chamas no retrovisor” em 2020; Norris celebrou a oportunidade de reviver boas memórias.
Ponto de vista do pelotão intermediário
Ocon avaliou que a Haas sofre menos em Singapura pela menor influência de retas longas e boa tração em baixa velocidade. Estreante no circuito urbano, Hadjar mira o Q3, embora preferisse um traçado de alta. Albon relatou avanços estruturais na Williams desde a chegada de James Vowles, o que permitiu resultados acima do esperado em pistas teoricamente desfavoráveis.
Possibilidades de título
Questionados sobre as chances de Verstappen conquistar o campeonato, Russell brincou com “100%”, enquanto Leclerc, Hadjar e Albon estimaram entre 10% e 20%, citando a força da Red Bull em circuitos de baixa carga e o déficit ainda grande na pontuação faltando sete etapas.
Com o calor extremo, a nova configuração do traçado e a janela de pit stops mais curta, a corrida de Singapura se desenha como um teste de resistência física e precisão estratégica para equipes e pilotos.
Com informações de F1Mania



