Lewis Hamilton atribuiu ao chamado da Ferrari para uma parada em regime de Virtual Safety Car (VSC) a perda de um lugar no pódio no Grande Prêmio da Hungria, realizado neste domingo, 26 de julho de 2026. O britânico terminou em quinto depois de cumprir uma punição de cinco segundos por excesso de velocidade no pit lane.
Parada decisiva na volta 57
Na volta 57, o abandono de Oscar Piastri, por falha no câmbio, acionou o VSC. A Ferrari reagiu imediatamente e ordenou a entrada de Hamilton nos boxes. O heptacampeão voltou à pista atrás de Max Verstappen, que tinha pneus mais novos, e também perdeu posição para Kimi Antonelli. Ao exceder os limites de saída dos boxes, foi obrigado a devolver a posição ao piloto da Mercedes.
Para complicar ainda mais, os comissários detectaram que Hamilton excedeu o limite de velocidade no pit lane em 0,1 km/h. A infração rendeu cinco segundos de punição, suficientes para jogá-lo do quarto para o quinto lugar na classificação final.
Punições em sequência
O fim de semana já havia começado difícil para o piloto. Mesmo registrando o segundo tempo no grid — apenas 0s012 atrás de Lando Norris —, Hamilton largou em quinto por ter atrapalhado Piastri na classificação, recebendo três posições de penalidade.
Crítica à estratégia
Após a prova, o britânico afirmou que a chamada para os boxes foi feita “literalmente na entrada do pit lane”, sem tempo para questionar a decisão.
“Meus pneus ainda estavam em boas condições. Talvez perdesse a posição para o Max, mas teria mantido, no mínimo, o terceiro lugar”, avaliou.
Olho no restante do campeonato
Apesar da frustração, Hamilton elogiou o desempenho geral da Ferrari na primeira metade do campeonato, mas reconheceu a necessidade de reduzir erros. “Recebi muitas punições nas últimas três corridas. Preciso trabalhar para não dar mais oportunidades de me punirem”, concluiu.
Com informações de Autoracing



