Andretti Global e Dale Coyne Racing (DCR) anunciaram uma parceria técnica para a temporada 2025 da IndyCar. O acordo marca uma mudança em relação às colaborações anteriores da Andretti com a Harding Steinbrenner Racing em 2019 e com a Meyer Shank Racing entre 2020 e 2024.
Diferentemente dos arranjos passados, nos quais a equipe de Michael Andretti fornecia amortecedores desenvolvidos internamente, informações de acerto e até engenheiros de corrida, desta vez o suporte será limitado a componentes e dados. A operação diária dos carros ficará a cargo da estrutura da DCR.
A equipe comandada por Dale Coyne contará novamente com o engenheiro Michael Cannon, que retornou ao time após a edição das 500 Milhas de Indianápolis de maio. Cannon trabalhará com Dennis Hauger, atual campeão da Indy NXT e piloto vinculado à Andretti, além de um segundo competidor ainda não definido.
O entrosamento entre as duas organizações deve ser facilitado por históricos em comum. Cannon já atuou como engenheiro da Andretti no início da década de 2010 e, em seu último período na DCR, trabalhou ao lado de Craig Hampson, hoje integrante da Andretti e responsável pela interlocução técnica entre as partes.
“No ano passado ficamos devendo nos acertos para superspeedways, tanto em Indianápolis quanto em Nashville; esse é o foco principal agora”, afirmou Dale Coyne à publicação americana. “A Andretti vai nos ajudar a escanear o carro, alinhar nossos parâmetros aos deles e desenvolver componentes como câmbio e uprights para pistas de alta velocidade.”
Em 2024, a DCR surpreendeu com Rinus VeeKay no carro n.º 18 Honda, terminando o campeonato na 14.ª colocação. Para 2025, Coyne acredita que o talento de Hauger, aliado à experiência de Cannon e ao suporte de Andretti, pode resultar em ganhos significativos para ambos os lados.
Os encontros técnicos devem ocorrer semanalmente, com análises pré e pós-corrida ao longo do calendário. “Estou empolgado com a união das duas estruturas. Há muitos pontos fortes na Andretti, e talvez possamos ensinar algo a eles também”, disse Coyne.
O dirigente ainda não definiu qual piloto ocupará os carros n.º 18 e n.º 51, nem quais engenheiros serão designados para cada entrada. A decisão só deve ser tomada após a conclusão do segundo carro.
Se a temporada for positiva para Hauger, a expectativa de Coyne é estender o acordo, abrindo portas para que outros campeões ou destaques da base da Andretti iniciem carreira na IndyCar pela DCR. “Falamos sobre isso. Eles têm mais talentos vindo na fila e podemos avaliar tudo após este primeiro ano. É uma caminhada passo a passo”, concluiu.
Com informações de RACER



