13 de agosto de 2026 – 8h55 – O diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Nikolas Tombazis, admitiu que o sistema Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO) precisará ser revisto nos próximos anos, ainda que defenda a precisão dos dados coletados até agora.
Como funciona o ADUO
Implantado no início da temporada 2026, o ADUO avalia periodicamente o desempenho do motor de combustão interna (ICE) de cada fornecedora. Se uma unidade de potência ficar 2 % ou mais atrás da mais eficiente do grid, a fabricante recebe autorização para realizar atualizações extras.
O critério, contudo, leva em conta apenas o ICE, deixando de fora o sistema de recuperação de energia (ERS), peça importante para a potência total. Essa metodologia tornou-se um dos temas mais debatidos do campeonato.
Red Bull no topo e suspeitas no paddock
Na primeira aferição oficial, a Red Bull Powertrains apareceu como referência, superando Ferrari e Mercedes. A surpresa alimentou especulações de que algumas rivais teriam reduzido deliberadamente o desempenho nas etapas iniciais para se enquadrar nos 2 % e, assim, ganhar direito a mais desenvolvimento.
Ao perceber que liderava o ranking, a própria Red Bull solicitou à FIA uma checagem dos resultados. Os dados ainda não foram divulgados, mas Tombazis afirma que as medições “mostraram-se muito precisas”.
Resistência a mudanças
Segundo o dirigente grego, qualquer alteração no ADUO esbarra na dificuldade de obter consenso entre as 11 equipes e os seis fabricantes envolvidos. “Na Fórmula 1, quase nada é simples”, disse ele, lembrando que até a tradicional paralisação de agosto precisou de amplo debate antes de ser aprovada.
Pontos frágeis identificados
Tombazis reconhece vulnerabilidades no modelo atual, especialmente a possibilidade de uma montadora optar por não usar imediatamente as oportunidades extras para manter a Red Bull como parâmetro de comparação. Apesar disso, o diretor não acredita que as equipes sacrifiquem potência de forma permanente apenas para seguir recebendo benefícios.
“O sistema funciona como projetado, mas tem fragilidades que precisamos endereçar para torná-lo menos demorado e menos controverso”, afirmou. A FIA estuda ajustes que mantenham a exatidão das avaliações e, ao mesmo tempo, reduzam o atrito entre os participantes.
Por ora, o órgão regulador reafirma a continuidade do ADUO, com eventuais modificações alinhadas às equipes antes do início das próximas temporadas.
Com informações de Autoracing



