Fernando Alonso afirmou que os algoritmos previstos para controlar as novas unidades de potência da Fórmula 1 em 2026 ainda precisam de correções e melhorias. O bicampeão da Aston Martin avalia que o atual conceito de gerenciamento eletrônico, responsável por decidir como a energia é distribuída ao longo de cada volta, exige aperfeiçoamentos antes de entrar em vigor.
De acordo com o regulamento que estreará em 2026, cerca de 50% da potência do conjunto virá das baterias. Esse percentual será ativado por softwares que aprendem em tempo real a melhor forma de liberar a energia. Segundo Alonso, uma perda súbita de aderência traseira ou uma manobra mais agressiva do piloto podem comprometer o funcionamento desse sistema.
“Acho que a equipe é sempre o fator determinante para o desempenho em tudo. Com o regulamento atual e o gerenciamento da bateria, há algo que precisa ser corrigido e aprimorado”, declarou o espanhol.
Alonso recordou que, mesmo antes da introdução dos novos algoritmos, nem tudo dependia exclusivamente do piloto. Ele citou períodos em que havia controle de tração e outros auxílios eletrônicos, destacando que cada equipe desenvolvia soluções diferentes para arrancadas e saídas de curva. “Existiam carros que largavam muito melhor do que outros, e isso não se devia apenas à técnica do piloto ou ao uso da embreagem”, explicou.
O piloto de 42 anos reforçou que o trabalho das escuderias continuará sendo decisivo, mas insiste que a FIA e as equipes precisam revisar o modelo de software previsto para 2026, a fim de evitar desequilíbrios gerados pelo comportamento dos algoritmos em situações de pista variáveis.
Com informações de F1Mania.net



