A Mercedes desenvolveu um plano para garantir que Andrea Kimi Antonelli, atual líder do Mundial, evite novas punições por troca de componentes da unidade de potência durante o restante da temporada 2026 da Fórmula 1. A estratégia permite que o piloto utilize apenas o novo turbocompressor, beneficiando-se nas corridas do México e de São Paulo.
Antonelli irá competir em Sepang com a unidade de potência que foi utilizada na etapa de Baku, onde enfrentou problemas técnicos que resultaram em um incêndio. A equipe conseguiu restaurar o motor, permitindo que o piloto retorne à pista sem penalidades, desde que não enfrente mais problemas de confiabilidade nas corridas restantes.
Um fator favorável para Antonelli é que, até o momento, ele utilizou apenas três turbocompressores, enquanto seu companheiro de equipe, George Russell, já havia alcançado o quarto. Isso significa que a Mercedes pode instalar o novo turbocompressor ADUO na quinta unidade de potência de Antonelli, introduzida em Monza, sem que isso resulte em penalidades.
A solução do turbocompressor ADUO é especialmente vantajosa para as corridas na Cidade do México e em São Paulo, onde as condições de pista e altitude exigem um desempenho superior. Essa nova peça foi projetada para suportar melhor as exigências dessas etapas, oferecendo uma margem competitiva ao piloto.
Enquanto isso, Russell seguirá enfrentando uma situação diferente, já que terá que substituir sua unidade de potência, o que inevitavelmente resultará em punição. A troca está prevista para o fim de semana em Austin, onde ele introduzirá o ADUO, mas terá que lidar com a penalidade.
Além disso, é interessante notar que, durante o GP do Azerbaijão, a Mercedes considerou a possibilidade de introduzir uma nova unidade de potência para Antonelli após um erro na classificação que o deixou em uma posição desfavorável no grid. Contudo, a equipe optou por manter a unidade homologada em Monza, evitando complicações adicionais na corrida.
A decisão de não aproveitar essa oportunidade foi também influenciada por preocupações com o teto orçamentário das equipes, mostrando que a gestão de recursos se torna cada vez mais crítica nesta fase da temporada.
Fonte: Motor Sport UOL.



