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Audi destaca evolução interna como maior conquista na F1 em 2026, diz Binotto

A Audi vem se destacando na Fórmula 1 de 2026, conseguindo um lugar frequente na zona de pontos, mas o CEO Mattia Binotto acredita que a verdadeira conquista da equipe vai além dos resultados visíveis nas corridas. Segundo ele, as melhorias nas instalações de Hinwil e Neuburg são o grande trunfo da equipe em sua primeira temporada no grid.

A equipe alemã, que teve um início modesto com Gabriel Bortoleto em nono lugar na abertura da temporada, começou a mostrar resultados mais consistentes a partir do GP de Silverstone, conseguindo seis pontos em nove corridas. Em Singapura, Nico Hulkenberg garantiu os primeiros pontos da Audi em uma corrida sprint e igualou o melhor resultado da equipe, um oitavo lugar, totalizando 23 pontos na tabela de construtores, onde a Audi luta pelo sétimo lugar, apenas sete pontos atrás da Haas.

“Estou contente, mas ainda não totalmente satisfeito. Temos um longo caminho pela frente”, afirmou Binotto à Sky Sports F1. O CEO ressaltou que o objetivo da Audi é competir pelo título até 2030, com a esperança de alcançar essa meta antes do esperado.

Sobre a primeira temporada da Audi como equipe de fábrica, Binotto comentou: “Acredito que a maior conquista até agora está onde ela é menos visível para os fãs”. Ele se referiu às fábricas em Hinwil, onde é produzido o chassi, e em Neuburg, onde é fabricado o motor. Binotto destacou que “fizemos os maiores progressos” nessas áreas, observando que a mentalidade e a cultura interna da equipe estão evoluindo.

O ex-chefe da Ferrari enfatizou que esse desenvolvimento é mais significativo do que os resultados imediatos nas pistas. “Não se transforma uma pequena equipe em uma vencedora da noite para o dia. Estamos solidificando nossa competitividade no pelotão intermediário”, declarou.

A Audi também começou a construir seu próprio chassi e motor nesta temporada, enquanto a Sauber ainda era cliente da Ferrari até o ano anterior. Binotto acredita que essa nova estrutura não representa uma desvantagem real. “Apenas a Ferrari tem tudo sob o mesmo teto”, explicou, lembrando que a Red Bull conquistou títulos com motores Honda, evidenciando que a distância entre locais de produção não é um obstáculo insuperável.

“Embora tenhamos dois locais, somos uma equipe unida com um objetivo comum. Estou satisfeito em ver todos evoluindo juntos e se ajudando mutuamente, e acredito que isso é o mais importante nessa transição”, concluiu Binotto.

Fonte: Motor Sport UOL.

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