Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, compartilhou em sua autobiografia que considerou a contratação de Fernando Alonso e Charles Leclerc para substituir Sergio Pérez, mas que ambas as opções foram vetadas por Helmut Marko, consultor da equipe, em nome dos empresários de Max Verstappen.
Durante o Grande Prêmio do Japão em 2024, Alonso expressou interesse em correr ao lado de Verstappen na temporada seguinte. No entanto, segundo Horner, essa possibilidade foi rapidamente descartada. “Helmut, aparentemente em nome da equipe de empresários de Verstappen, deixou claro que não estavam satisfeitos com essa ideia”, afirmou.
Horner também mencionou que conversou com o empresário de Leclerc durante o GP do Catar de 2023, acreditando que o monegasco seria uma excelente adição à equipe. “Ele era rápido, forte em classificações e tinha um caráter determinado”, disse. Apesar de reconhecer que Leclerc cometia alguns erros, ele via o piloto como uma boa opção, especialmente considerando a frustração do monegasco na Ferrari.
No entanto, essa alternativa também foi barrada por Marko. “Pouco tempo depois, Helmut me disse para tirar o Charles da cabeça. Assim como no caso do Fernando, não iria acontecer”, revelou Horner.
O ex-chefe da Red Bull enfatizou que a decisão de não incluir Alonso ou Leclerc não partiu de Verstappen. “Soube imediatamente que essa ordem não veio do Max. Mas alguém decidiu que não era o passo certo para a Red Bull. Fiquei decepcionado”, declarou.
Como resultado, Liam Lawson foi escolhido para substituir Pérez, uma decisão que não agradou Horner. “Ele era jovem e inexperiente, com apenas 11 corridas na F1, e estávamos exigindo demais dele”, comentou, acrescentando que Lawson nem deveria ter sido promovido.
Outra conversa sobre contratação ocorreu em 2025, quando Carlos Sainz demonstrou interesse em se juntar à Red Bull em 2026. “Ele era um piloto experiente e um verdadeiro homem de equipe”, finalizou Horner.
Fonte: Motor Sport UOL.



