HomeFórmula 1F1 enfrenta incertezas com motores na altitude do GP do México

F1 enfrenta incertezas com motores na altitude do GP do México

As equipes de Fórmula 1 chegam ao GP da Cidade do México com preocupações em relação ao desempenho das novas unidades de potência em um ambiente de alta altitude.

Frederic Vasseur, chefe da Ferrari, expressou suas incertezas sobre como os carros se comportarão nas condições extremas do circuito. “Ninguém sabe como esses carros novos vão se comportar em altitude”, comentou. Ele destacou que a combinação de ar rarefeito e as novas exigências de refrigeração tornam difícil prever a performance. “Não sabemos se o México será favorável a esses carros, considerando os problemas de refrigeração provocados pela altitude”, acrescentou.

Vasseur também mencionou que as características aerodinâmicas dos carros de 2026 apresentarão desafios adicionais, já que as equipes utilizarão configurações diferentes das temporadas anteriores. Ele observou que os carros atuais não terão as grandes asas que eram comuns em edições passadas, e isso implica que será necessário se adaptar a um nível menor de downforce. “Vamos para lá pela primeira vez sem as grandes asas que tínhamos no passado”, explicou. “O downforce será baixo, então precisaremos nos adaptar. Acho que o TL1 será inteiramente dedicado a encontrar aderência”, completou.

O primeiro treino livre, portanto, será crucial para as equipes, que precisarão avaliar o equilíbrio dos carros e como as condições locais influenciarão o comportamento dos pneus e a capacidade de refrigeração. Vasseur fez uma piada sobre a reação dos pilotos, prevendo que eles reclamariam da falta de aderência. “Os pilotos provavelmente vão reclamar feito loucos desde o primeiro treino livre, dizendo que não têm aderência”, brincou, sorrindo. “Então, simplesmente desligaremos o rádio.”

Max Verstappen, piloto da Red Bull, também compartilha as preocupações de Vasseur em relação ao desempenho da unidade de potência nas condições desafiadoras do México. Ele destacou que a altitude elevada pode intensificar os desafios térmicos. “Precisamos ver como o motor vai funcionar nessa altitude e como o carro vai se comportar, porque é muito diferente”, afirmou Verstappen.

Com esses desafios em mente, as equipes se preparam para um fim de semana intenso no circuito da Cidade do México, onde a altitude e as novas especificações dos carros prometem testar os limites da Fórmula 1.

Fonte: Autoracing Fórmula 1.

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