Mohammed Ben Sulayem, atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), foi acusado de dificultar a inscrição de possíveis concorrentes na eleição marcada para dezembro.
Três nomes — o norte-americano Tim Mayer e as europeias Laura Villars e Virginie Philipott — anunciaram intenção de disputar o cargo. Segundo o portal espanhol Soy Motor, porém, o novo regulamento eleitoral aprovado por Ben Sulayem praticamente impede que chapas de oposição sejam formalizadas.
Exigências para registro
As regras determinam que cada candidato apresente, até 24 de outubro, uma equipe completa de 10 integrantes, incluindo sete vice-presidentes de esporte. Esses vice-presidentes devem ser selecionados a partir de uma lista pré-aprovada de apenas 28 nomes, distribuídos por regiões do mundo.
Além do número reduzido de opções, há cotas regionais obrigatórias. Em várias áreas, os únicos nomes disponíveis declaram apoio ao atual presidente. Na América do Sul, por exemplo, a única elegível é Fabiana Ecclestone, alinhada a Ben Sulayem. Situação semelhante ocorre na África, onde os dois possíveis vice-presidentes também apoiam o mandatário.
Percepção de “jogo encerrado”
Diante das restrições, o Soy Motor descreveu o cenário como “fim de jogo”, indicando que qualquer mudança na liderança da FIA exigiria uma ampla mobilização interna no comitê central. Com o prazo para inscrições se aproximando, cresce a impressão de que a eleição poderá ter caráter meramente simbólico, consolidando o poder de Ben Sulayem.
Com informações de Autoracing



