O uso dos coletes de resfriamento voltou ao centro das discussões na Fórmula 1 depois do Grande Prêmio de Singapura. Enquanto alguns competidores, como Max Verstappen e Charles Leclerc, são contrários ao equipamento, Carlos Sainz e o brasileiro Gabriel Bortoleto apontam ganhos de desempenho e conforto.
Sainz defendeu que o acessório permaneça opcional. “Estou feliz por não tornarem o uso obrigatório, e aqueles que não querem usá-lo têm uma desvantagem na corrida”, declarou o espanhol. “Estou convencido de que funciona e ajuda. Assim que você estuda um pouco de fisiologia, entende a vantagem de desempenho.”
Apesar de elogiar o colete, o piloto da Williams reconheceu o direito de escolha dos colegas. “Se não for uma grande questão de segurança, deveria ficar em aberto. Quem se sentir desconfortável, que não use”, completou.
Experiência de Bortoleto
Entre os estreantes, Gabriel Bortoleto relatou bons resultados com o equipamento logo no início da temporada, no Bahrein. “Funcionou muito bem para mim”, lembrou. O brasileiro voltou a utilizá-lo em Singapura. “Foi físico, mas eu esperava mais, para ser honesto. Não sei se o colete tem algo a ver com isso, mas todos diziam que seria a corrida mais difícil do ano e não foi. Ainda assim, foi difícil”, comentou.
Bortoleto explicou que mantém o dispositivo ligado apenas nas primeiras voltas. “Eu ligo nas 10 ou 15 primeiras e, depois disso, o colete esquenta bastante, então é melhor desligar. Pelo menos você fica fresco por 15 voltas.”
Regra da FIA
De acordo com o novo protocolo da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o colete de resfriamento passará a ser obrigatório em etapas realizadas sob condições extremas de calor. A medida visa reduzir o estresse térmico dos pilotos.
Com informações de F1Mania



