Zak Brown, CEO da McLaren Racing, declarou no Tribunal Superior de Londres que nunca prometeu a Alex Palou uma vaga na Fórmula 1. A audiência, realizada em 9 de outubro de 2025, faz parte de uma disputa contratual avaliada em US$ 20 milhões após o piloto espanhol romper o acordo com a equipe para permanecer na Chip Ganassi Racing.
Durante o interrogatório, Brown afirmou que Palou acreditava no potencial do projeto da McLaren na IndyCar e que nenhuma garantia relativa à Fórmula 1 foi feita. Segundo o dirigente, o piloto “jamais foi iludido” sobre a possibilidade de ascender ao grid da categoria máxima.
De acordo com documentos apresentados, a McLaren alega que a rescisão de Palou causou preocupação entre patrocinadores. O espanhol admite o rompimento, mas contesta o valor cobrado, argumentando que a quantia solicitada pela equipe é “claramente inflada”.
O advogado de Palou, Nick De Marco KC, declarou que o interesse inicial do campeão da IndyCar na McLaren estava ligado à chance de disputar a Fórmula 1. Quando percebeu que a oferta se restringia ao programa na IndyCar, o piloto preferiu permanecer na Chip Ganassi, onde acredita ter maior estabilidade e reconhecimento.
Paralelamente ao processo, a McLaren vive fase positiva na Fórmula 1. Após celebrar o bicampeonato de construtores em Singapura, a equipe lidera o mundial de pilotos de 2025 com Oscar Piastri e Lando Norris nas duas primeiras posições.
O julgamento em Londres segue sem data definida para o desfecho.
Com informações de Autoracing



