Laura Villars, uma das concorrentes ao comando da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), afirmou que poderá recorrer aos tribunais para contestar mudanças recentes no processo eleitoral da entidade.
Segundo a candidata, as alterações promovidas ao longo do ano não respeitam os estatutos da federação. “Pareceres jurídicos indicam que diversas modificações contrariam as regras da FIA e precisam ser revisadas”, declarou.
Villars informou que sua equipe jurídica já iniciou contatos formais com a administração da FIA. Ela citou o Artigo 1.3 dos estatutos, que exige “altos padrões de governança, democracia e transparência”, e destacou que a federação, como associação sem fins lucrativos sob legislação francesa, deve observar esses princípios.
Situação eleitoral
O debate surge em meio à preparação para a eleição que definirá o sucessor – ou a recondução – de Mohammed Ben Sulayem. Na semana passada, o Conselho Mundial de Esportes Motorizados divulgou a lista dos 29 candidatos aptos a integrar chapas presidenciais. Entre eles, Fabiana Ecclestone aparece como única representante da América do Sul e apoia Ben Sulayem.
Pelas regras vigentes, cada chapa deve contar com vice-presidentes de diferentes regiões, condição que, segundo Villars, pode inviabilizar outras candidaturas – além dela, concorrem Tim Mayer e Virginie Philippot.
“A legitimidade e a credibilidade da FIA dependem de um processo claro e transparente”, concluiu Villars, sem descartar “todas as medidas possíveis” para garantir a regularidade da eleição.
Com informações de F1Mania



