Charles Leclerc vive um momento de tensão com a Ferrari. Aos 27 anos e prestes a completar 28, o monegasco declarou recentemente que ele e o companheiro Lewis Hamilton são “passageiros” em um carro do qual “não conseguem extrair mais nada”, ressaltando o desânimo com a campanha de 2025.
O desconforto ganha peso porque, desde que chegou à equipe italiana em 2019, Leclerc ainda não teve um carro capaz de disputar o título mundial. Mesmo assim, soma oito vitórias, 27 poles e o vice-campeonato de 2022. O retrospecto inclui vitórias sobre três companheiros campeões ou ex-campeões: Sebastian Vettel, Carlos Sainz e, agora, Hamilton.
Temporada 2025 abaixo do esperado
Depois de um forte 2024, a expectativa em Maranello era lutar pelo título de construtores neste ano. Os testes, porém, já indicaram dificuldades, confirmadas nas primeiras corridas. A aposta em novas suspensões traseiras introduzidas em Spa, em julho, não bastou para reverter o cenário. Erros, como a batida de Leclerc no Q3 em Baku, agravaram o quadro. O SF-25 é considerado apenas o quarto melhor carro do grid, apesar de a equipe ainda brigar pelo vice-campeonato entre os construtores.
Pressão do relógio
Como todo piloto de elite, Leclerc sabe que as chances de disputar um título são limitadas. A Ferrari não ergue o troféu de construtores desde 2008 e não vence o mundial de pilotos desde 2007, com Kimi Räikkönen. O contrato do monegasco vai, no mínimo, até o fim de 2028. Se a escuderia não mostrar sinais claros de competitividade no início de 2026 — primeiro ano do novo regulamento de motores e chassis —, ele poderá considerar sair.
Riscos e comparação com Alonso
O caso de Fernando Alonso, que deixou a Ferrari antes de o time voltar a vencer corridas em 2018, serve de alerta. Decisões equivocadas podem afastar um piloto dos títulos por anos. Leclerc, portanto, espera analisar o grid de 2026 antes de qualquer movimento. Todas as equipes manifestariam interesse, mas vagas e condições ainda são imprevisíveis.
Apesar da frustração, o piloto segue empenhado em extrair o máximo do carro atual, enquanto sente a “pressão suave” do tempo aumentar. O objetivo declarado permanece: quebrar o jejum ferrarista e conquistar o campeonato mundial vestindo vermelho.
Com informações de RACER



