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Tim Mayer retira candidatura à presidência da FIA e denuncia falta de democracia no pleito

Paris, 17 de outubro de 2025 – O norte-americano Tim Mayer, de 59 anos, anunciou nesta sexta-feira que não disputará mais a eleição para a presidência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), marcada para 12 de dezembro em Tashkent, Uzbequistão.

Mayer havia confirmado sua intenção de concorrer em julho, ao lado de Laura Villars e Virginie Philpott, sob a bandeira da campanha “FIA Forward”. Ao comunicar a desistência, afirmou que o processo eleitoral “perdeu credibilidade” e classificou a disputa como “uma ilusão de democracia”.

“A eleição para presidente da FIA acabou, mas nossa missão de proteger a integridade da entidade continua”, declarou o dirigente. “Desta vez não haverá debate, comparação de ideias ou exame de liderança. Haverá apenas um candidato, o atual presidente.”

Regras internas dificultam chapas independentes

Mayer destacou que, segundo o regulamento da FIA, cada lista presidencial precisa incluir um vice-presidente para Esporte de todas as sete regiões globais – América do Norte, América do Sul, Europa, África, Oriente Médio, Norte da África e Ásia-Pacífico. Esses nomes devem, ainda, ter candidatura ao Conselho Mundial de Automobilismo e realizar um evento internacional sob chancela da federação.

Em setembro, a FIA publicou uma relação oficial de dez dirigentes elegíveis para compor chapas, incluindo presidente do Senado, vice-presidentes de Mobilidade e Turismo, o vice-presidente para Esporte e os sete vice-presidentes regionais.

A vaga sul-americana, ocupada por Fabiana Ecclestone, tornou-se decisiva após a dirigente declarar apoio público a Mohamed Ben Sulayem, atual presidente da entidade. Sem o aval de Ecclestone, potenciais adversários ficaram impossibilitados de apresentar lista completa até o prazo final de 24 de outubro.

Ben Sulayem deve concorrer sozinho

Com a retirada de Mayer e a dificuldade de outras chapas atenderem às exigências estatutárias, a tendência é que Ben Sulayem seja o único nome na votação de dezembro. A perspectiva reforça as críticas de falta de pluralidade e transparência dentro da FIA, levantadas pelo ex-candidato norte-americano.

Se não houver mudanças no cenário, Ben Sulayem deve assegurar mais quatro anos à frente da federação sem enfrentar oposição formal.

Com informações de Autoracing

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