Milton Keynes (Reino Unido), 23 de outubro de 2025 – Duas corridas bastaram para que Laurent Mekies conquistasse sua primeira vitória à frente da Red Bull e recolocasse a equipe na disputa pelo título após a demissão inesperada de Christian Horner.
Saída de Horner e indenização milionária
O conselho da Red Bull surpreendeu o paddock ao dispensar Horner em pleno campeonato. Segundo o ex-piloto Robert Doornbos, a decisão foi “inacreditável”, mas o britânico deixou o cargo com uma compensação estimada em US$ 100 milhões, o que teria amenizado o impacto.
Novo comando, nova filosofia
Mekies, francês que fez carreira na Ferrari, adotou um método focado em engenharia e processos, contrastando com o estilo emotivo e combativo do antecessor. A mudança trouxe resultados imediatos: menos de um mês após assumir, o time já exibiu ritmo vencedor.
Marko elogia energia técnica
Consultor da equipe, Helmut Marko credita a virada ao perfil técnico do novo chefe. “Não nos perdemos mais nas sextas-feiras”, disse à Sky Deutschland. Marko destacou ainda o “renovado espírito de equipe” e afirmou que, com Max Verstappen novamente dominante, “não há circuito em que estejamos em desvantagem”.
Bastidores em Milton Keynes
O jornalista Paolo Filisetti, da Gazzetta dello Sport, relatou que a transformação começou em Monza, quando a Red Bull estreou um novo assoalho e passou a utilizar rotinas de simulador inspiradas na Ferrari. A preparação do acerto-base ganhou precisão, reduzindo erros e economizando tempo em fins de semana com corridas sprint.
Filisetti acrescenta que ajustes discretos – tanto técnicos quanto de gestão de pessoas – alteraram profundamente a dinâmica interna. O resultado é uma estrutura mais coesa, capaz de executar detalhes cruciais que fazem diferença na pista.
Com a equipe reenergizada, Verstappen perseguiu as McLarens de forma implacável nas últimas provas e voltou a colecionar vitórias, reforçando a impressão de que a Red Bull recuperou o status de favorita.
Com informações de Autoracing



