Max Verstappen viveu um fim de semana atípico em São Paulo. No sábado, 8 de novembro de 2025, o holandês foi eliminado ainda no Q1 — a primeira vez que isso acontece por pura falta de ritmo desde o início de sua carreira na Fórmula 1. A queda de rendimento reforça a sequência negativa da Red Bull, que já apresentara dificuldades no México.
A instabilidade ficou evidente desde a classificação para a Sprint no Autódromo de Interlagos. Verstappen largou apenas em quarto na corrida curta e, horas depois, despencou para a 16ª posição no grid para o Grande Prêmio, sem incidentes externos que justificassem o resultado.
“Não há aderência. Mudamos várias coisas no carro e nada funciona”, declarou o atual campeão mundial após a sessão. O piloto afirmou que a sensação é semelhante à vivida na Cidade do México, onde também faltou performance.
Nos bastidores, a principal suspeita recai sobre o novo assoalho introduzido pela equipe nas últimas etapas. A peça deveria elevar o desempenho do RB21, mas coincidiu com o início das dificuldades. Na tentativa de corrigir o problema, Verstappen voltou ao assoalho anterior antes da classificação em Interlagos, sem sucesso.
Diante da falta de respostas, a Red Bull cogita retirar o carro do parque fechado e realizar mudanças profundas no acerto para a corrida, o que significaria largar do pit lane. O procedimento permitiria até a troca de unidade de potência, opção que o time vinha evitando para não sofrer punições nas três etapas finais.
“Do jeito que está, nossas chances de título desaparecem”, admitiu Verstappen. A próxima prova será em Las Vegas, abertura da rodada tripla decisiva do campeonato.
Com informações de RACER



