A Audi apresentou, em Munique, seu conceito visual para a entrada na Fórmula 1 em 2026 e deixou claro que pretende lutar pelo campeonato mundial até 2030. A estratégia foi detalhada pelo CEO Gernot Döllner, que vê a categoria como motor de transformação cultural dentro da companhia.
Renovação interna e alcance global
Döllner afirmou que a participação na F1 faz parte de um processo amplo de modernização, com foco em agilidade, competitividade e ousadia tecnológica. Segundo ele, o limite orçamentário da categoria garante viabilidade de longo prazo, enquanto a exposição internacional fortalece a marca em mercados-chave como Estados Unidos, Europa e China.
Comando técnico
O projeto esportivo reúne Mattia Binotto, ex-Ferrari, na direção geral, e Jonathan Wheatley, ex-Red Bull, na chefia operacional. Binotto descreveu a iniciativa como “o desafio mais empolgante do esporte” e estabeleceu a meta de brigar por títulos em, no máximo, quatro temporadas. Wheatley destacou a construção de uma cultura de confiança e resiliência como base para alcançar resultados.
R26 Concept define identidade
Desenhado por Massimo Frascella, o R26 Concept traz linhas minimalistas, tons de titânio, preto de carbono e vermelho intenso. Os tradicionais quatro anéis da Audi também ganham a cor vermelha, recurso que será adotado em ações de marketing para reforçar presença e impacto visual.
Bortoleto como pilar esportivo
O primeiro carro da marca na F1 marcará a estreia do paulista Gabriel Bortoleto, que terá 21 anos em 2026 e dividirá a garagem com o experiente Nico Hülkenberg. A montadora aposta no piloto brasileiro como elemento de longo prazo e como elo com um dos públicos mais apaixonados pelo automobilismo.
Com a apresentação em Munique, a Audi sinaliza que sua entrada na Fórmula 1 vai além de um projeto de pista: trata-se de uma reformulação organizacional que combina legado, inovação e ambição esportiva.
Com informações de F1Mania



