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Zak Brown critica Horner e Verstappen e detalha virada da McLaren em entrevista ao The Telegraph

18 de novembro de 2025 – Londres (Reino Unido) – Zak Brown, CEO da McLaren, concedeu ao jornal britânico The Telegraph uma entrevista em que expôs bastidores da Fórmula 1, atacou figuras da Red Bull e relembrou a ascensão recente da equipe de Woking.

Alfinetadas à Red Bull

Brown chamou Christian Horner, ex-chefe da Red Bull demitido em julho passado, de “arrogante” e classificou Max Verstappen como “brigão”. Segundo o dirigente, o estilo agressivo de ambos extrapola o limite ético das disputas na pista. Ele citou manobras do holandês contra Lewis Hamilton no GP do Brasil como exemplo de conduta inaceitável.

O norte-americano também lembrou que Horner acusou a McLaren de resfriar pneus com água no fim de 2024, alegação investigada e arquivada pela FIA por falta de provas. “Era só para nos atrapalhar”, declarou.

Reconhecimento a Hamilton

Durante a conversa, Brown reiterou que considera Lewis Hamilton “octacampeão” mundial. O britânico soma oficialmente sete títulos, mas perdeu a decisão de 2021 para Verstappen após polêmica intervenção da direção de prova em Abu Dhabi.

Virada histórica em Woking

Ao assumir a McLaren em 2018, Brown herdou uma escuderia nona colocada no Mundial de Construtores de 2017, sem vitórias desde 2012 e com perdas anuais de US$ 165 milhões. Ele lembra que, na pandemia, o time esteve a semanas de atrasar salários. Empréstimo do Banco do Bahrein, venda e leasing da sede por US$ 223 milhões e aporte da MSP Sports Capital evitaram o colapso.

A equipe retomou o caminho das vitórias após a promoção de Andrea Stella a chefe de equipe em 2023. No GP de Abu Dhabi de 2024, um pit stop 0,7 s mais rápido que o da Ferrari garantiu o título de construtores – o primeiro em 25 anos. Em 2025, Lando Norris e Oscar Piastri lideram a luta pelo campeonato de pilotos.

Recuperação financeira e metas

A McLaren Racing fechou 2024 com receita de US$ 697 milhões e patrocínios na casa de US$ 394 milhões anuais – dez vezes mais que no início da gestão Brown. A operação voltou ao lucro e, segundo o CEO, “nunca esteve tão forte”.

Estilo de liderança

Brown, 54 anos, diz trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, motivado pelo “medo da derrota”. Todas as manhãs, usa uma câmara de crioterapia a –87 °C em casa, em Surrey, para acelerar o metabolismo – embora ainda peça um cappuccino no café da manhã.

Sobre rivalidade interna, o dirigente sustenta que a McLaren não terá piloto nº 1: “É o nosso jeito desde Senna e Prost”. Ele admite colisões ocasionais, como a de Norris e Piastri no GP do Canadá, mas afirma que conversas internas resolvem o problema.

Futuro da F1

Para Brown, a popularidade mundial do campeonato, impulsionada pela série “Drive to Survive”, abre espaço a novos patrocinadores e equipes – a Cadillac estreia em 2026 e o valor de inscrição passa de US$ 500 milhões. Ele defende o teto orçamentário, implementado com sua ajuda, como ferramenta para equilibrar o grid.

Quanto ao legado, o executivo pretende permanecer no comando da McLaren “até ser levado em um caixão” e sonha conduzir um piloto às três joias do automobilismo: GP de Mônaco, 500 Milhas de Indianápolis e 24 Horas de Le Mans.

Com informações de Autoracing

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