Max Verstappen transformou o Grande Prêmio de São Paulo, disputado no último domingo (data do evento), em uma demonstração de recuperação de ritmo. Após largar dos boxes e sofrer um furo no pneu com apenas sete voltas, o piloto da Red Bull completou a prova com média de 1min14s182, apenas 0s036 mais lenta que a marca de 1min14s145 registrada pelo vencedor Lando Norris, da McLaren.
Pneus duros, furo precoce e estratégia alterada
A Red Bull iniciou a corrida com pneus duros, mas o furo obrigou Verstappen a fazer um pit stop antecipado, fora de qualquer planejamento original. A partir desse contratempo, o holandês precisou reconstruir integralmente sua estratégia.
Segundo stint em ritmo de líder
Com pneus médios por 27 voltas, Verstappen passou a registrar tempos entre 1min13s3 e 1min13s9, repetidamente mais rápidos que os giros de Norris na mesma janela (voltas 15 a 40). Mesmo após a parada não programada, o ritmo demonstrado indicou potencial para brigar pela vitória caso o problema inicial não tivesse ocorrido.
Norris administra com consistência
Na frente, Norris manteve a consistência que marcou a temporada da McLaren. Trabalhando com a combinação médio–macio–médio, o britânico permaneceu na faixa de 1min13s8 a 1min14s2 no terceiro trecho, administrando desgaste e segurando qualquer ameaça.
Stint final e conclusões de ritmo
No último segmento, Verstappen utilizou pneus macios por 17 voltas e ainda cravou voltas rápidas, mas o desgaste natural e o tempo perdido na primeira parte da corrida impediram um ataque definitivo ao líder. Mesmo assim, o desempenho global mostrou que, em condições normais, o holandês teria ritmo para desafiar a McLaren.
Destaques do pelotão intermediário
Entre os demais, Oliver Bearman destacou-se com ritmo forte principalmente no fim da prova, enquanto Nico Hülkenberg manteve a habitual regularidade. Lance Stroll foi sólido nos dois primeiros stints, e Yuki Tsunoda, Esteban Ocon e Isack Hadjar completaram atuações consistentes que sustentaram o bloco intermediário.
Com Las Vegas no horizonte – circuito de baixa temperatura, retas longas e fortes frenagens –, os dados de Interlagos reforçam a expectativa de equilíbrio entre McLaren e Red Bull na reta final da temporada.
Com informações de F1Mania.net



