Laurent Mekies, da Red Bull, e Frédéric Vasseur, da Ferrari, afirmaram neste domingo (14) que a mudança para combustível 100% sustentável na próxima temporada da Fórmula 1 representa a maior transformação técnica da categoria desde 2014.
A nova regra faz parte da meta de neutralidade de carbono que a F1 pretende alcançar até 2030. Para Mekies, o impacto será amplo: “Será uma revolução tecnológica”, disse o dirigente, ressaltando que extrair desempenho máximo do novo combustível exigirá grande esforço de fabricantes de unidades de potência e fornecedores de combustível.
O dirigente reconheceu que o aumento nos gastos é inevitável, mas considera o aspecto financeiro secundário no momento: “Haverá impacto em algum ponto, mas primeiro precisamos de um combustível que atenda aos requisitos de desempenho”.
Vasseur compartilha a preocupação com os custos, mas vê ganhos claros. Segundo o francês, a FIA e as empresas de combustível marcaram uma reunião para avaliar medidas de controle financeiro já de olho em 2027. “Ainda não sabemos o preço exato para o próximo ano, pois o combustível não foi homologado, mas certamente será mais caro que o atual”, afirmou. “Mesmo assim, não podemos subestimar o benefício de adotar 100% de combustível sustentável.”
As categorias de base serviram de laboratório para a mudança. A Fórmula 2 e a Fórmula 3 utilizaram mistura com 55% de combustível sustentável em 2023 e, desde este ano, já competem com produto totalmente de origem biológica.
Com a implementação definitiva na F1 a partir da próxima temporada, equipes e fornecedores trabalham contra o relógio para ajustar motores e orçamentos à nova realidade.
Com informações de Autoracing



