A Mercedes ainda busca explicações para a penalidade de cinco segundos imposta a Andrea Kimi Antonelli no Grande Prêmio de Las Vegas, realizado em 26 de novembro de 2025. Os comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) entenderam que o W16 do italiano se moveu antes da luz verde, configurando queima de largada, decisão que a equipe afirma não ter conseguido comprovar em sua própria análise.
De acordo com o chefe de engenharia de pista e engenheiro de Antonelli, Peter Bonnington, nenhum dado apontou anomalias na embreagem ou no pedal de freio. “Não vimos nada que indicasse movimento irregular”, relatou o britânico pelo rádio, classificando a punição como “completa besteira”.
Corrida de recuperação e resultado alterado
Partindo da 17ª posição, Antonelli instalou pneus duros na segunda volta, durante um safety car virtual acionado por incidentes na curva 1. A estratégia permitiu ao rookie avançar ao quarto lugar na pista. Com o acréscimo da penalidade, caiu para quinto, mas voltou ao pódio em terceiro após a desclassificação dupla da McLaren.
Wolff aceita decisão, mas quer detalhes
Toto Wolff, chefe de equipe e CEO da Mercedes, afirmou que acata o veredicto da FIA, embora espere documentos que comprovem o “pequeno movimento” visto pelos fiscais. “Nossos sensores não apontaram nada na embreagem ou no freio. A FIA possui seus próprios medidores; vamos aguardar o que eles apresentarão”, disse o dirigente.
Russell elogiado
Na mesma entrevista, Wolff declarou que George Russell é “o piloto mais subestimado do grid”, citando títulos do britânico no kart, na Fórmula 3 e na Fórmula 2, além do desenvolvimento ao lado de Lewis Hamilton.
A Mercedes aguarda agora o relatório técnico da FIA para encerrar a controvérsia sobre a largada de Antonelli.
Com informações de Autoracing



