São Paulo, 16 de dezembro de 2025, 14h05 – Lewis Hamilton afirmou que encara com cautela o pacote técnico previsto para a temporada 2026 da Fórmula 1. O heptacampeão, atualmente na Ferrari, disse que as simulações iniciais indicam mudanças radicais na pilotagem e podem desagradar aos fãs mais tradicionais.
Memórias de 2009 servem de alerta
Para justificar a apreensão, Hamilton recordou a temporada 2009, quando a FIA diminuiu pela metade o nível de pressão aerodinâmica. Na época, a McLaren acreditava ter alcançado as metas de desenvolvimento nos testes de janeiro, mas descobriu falta significativa de downforce nas sessões coletivas, comprometendo o desempenho do carro.
Experiência com outras revoluções técnicas
Após aquele período difícil, o britânico migrou para a Mercedes e iniciou sequência histórica: oito títulos de construtores e sete de pilotos para a equipe alemã, sendo seis dele e um de Nico Rosberg, em 2016. Hamilton lembra que mudanças como a introdução dos motores híbridos em 2014 e o aumento da largura dos carros em 2017 trouxeram sensações positivas, pois resultaram em máquinas mais agressivas.
Desafios previstos para 2026
Hamilton descreveu a atual geração de monopostos com efeito solo como “uma das piores” de seus 19 anos de carreira e teme que o próximo regulamento piore o quadro. De acordo com o piloto, o torque elevado combinado à redução de downforce deve tornar a condução na chuva quase impraticável. Ele também prevê que a gestão de energia exigirá redução de marchas no fim das retas, alterando a forma tradicional de pilotar.
Apesar das incertezas, o britânico prefere aguardar os testes de pista antes de emitir um veredito definitivo. Segundo ele, a essência da categoria está justamente em superar desafios técnicos sucessivos, evitando a monotonia.
Com informações de Autoracing



