A Fórmula 1 avança no plano ambiental que prevê o uso obrigatório de combustível sintético a partir da temporada 2026. A decisão, discutida nos boxes há vários anos, foi oficializada em 15 de dezembro de 2025 e marca uma mudança estratégica na principal categoria do automobilismo.
Produção com balanço de carbono
O novo combustível é produzido de forma a neutralizar, na origem, o CO2 que será liberado durante as corridas. Com isso, a competição mantém motores a combustão, mas reduz o impacto climático sem recorrer exclusivamente à eletrificação.
Primeiros testes em pista
Equipes que já experimentaram o produto relataram estabilidade de temperatura, pressão e comportamento do motor, sem perda perceptível de desempenho. Os resultados animam engenheiros, que buscam preservar a previsibilidade dos carros em diferentes circuitos.
Ajustes obrigatórios nos projetos
Para atender às novas regras, os times reorganizam processos internos de desenvolvimento. Entre as prioridades técnicas destacadas estão:
- simplificação do conjunto de propulsão e otimização da combustão;
- controle refinado de temperatura para manter a performance em todos os traçados;
- exigências sobre pegada de carbono também na logística e no transporte;
- redução de peso do chassi e ajustes aerodinâmicos para compensar eventuais variações de potência;
- eliminação de componentes que gerem perdas energéticas;
- introdução gradual das atualizações para evitar quedas bruscas de rendimento.
Mais dados, menos emissões
O uso do combustível sintético amplia a necessidade de modelos preditivos sofisticados. Engenheiros monitoram em milissegundos oscilações de potência, reação dos pneus e variações térmicas, fatores decisivos para determinar posições no grid.
Com metas ambientais claras e prazo definido, a Fórmula 1 entra em uma nova fase, unindo velocidade a responsabilidade climática sem abrir mão da tradição dos motores a combustão.
Com informações de Autoracing



