O presidente e diretor executivo da NASCAR, Jim France, reafirmou nesta quarta-feira (10 de dezembro de 2025) que não aceita transformar os atuais charters das equipes em concessões permanentes. A declaração foi feita durante o encerramento de seu depoimento no processo antitruste movido pelas equipes 23XI Racing e Front Row Motorsports contra a categoria.
Sob cross-examination do advogado de defesa da NASCAR, Christopher Yates, France lembrou que ainda não ocupava o cargo máximo da organização quando o sistema de charters foi introduzido, em 2016. Ele disse que, ao negociar o acordo de 2025, não se sentiu confortável em conceder charters vitalícios porque “não sabia como o esporte estaria no futuro”.
Questionado novamente sobre o tema, France repetiu que a rápida transformação do cenário esportivo impede a fixação de condições permanentes. Outros executivos da NASCAR já haviam apresentado o mesmo argumento nas audiências anteriores.
No redirecionamento conduzido pelo advogado das equipes, Jeffrey Kessler, o dirigente foi indagado sobre a possibilidade de conceder estabilidade às equipes por meio de charters permanentes, deixando eventuais ajustes econômicos para negociações futuras. France respondeu que nunca recebeu proposta nesse formato e acrescentou que os charters envolvem “mais do que questões financeiras”.
Kessler também perguntou sobre um fundo de defesa que France teria criado para a NASCAR “caso surgisse algum problema”. O executivo explicou que o fundo foi estabelecido muito antes de a Race Team Alliance apresentar queixas formais e que serve para cobrir qualquer tipo de reivindicação contra a empresa.
France foi a última testemunha chamada pelas equipes na ação que acusa a NASCAR de práticas anticompetitivas.
Com informações de RACER



