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Ralf Schumacher censura Helmut Marko por expor conflitos internos da Red Bull em público

Ralf Schumacher contestou a postura de Helmut Marko, que deixou a Red Bull ao fim da temporada 2025 da Fórmula 1 e, em seguida, tornou públicas críticas a Christian Horner. A posição do ex-piloto alemão foi expressa em entrevista à Sky Sports Deutschland nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025.

Saída polêmica após duas décadas

Marko encerrou mais de 20 anos como consultor de automobilismo da Red Bull GmbH e responsável pelo programa de jovens pilotos da equipe de Milton Keynes. Sob sua supervisão, 18 pilotos — contando o estreante de 2026, Arvid Lindblad — chegaram à F1, incluindo campeões como Sebastian Vettel e Max Verstappen.

A despedida, porém, foi turbulenta. O austríaco considerou o comunicado oficial de desligamento “cheio de bobagens” e acusou Horner de fazer “jogos sujos” nos bastidores. Marko chegou a afirmar que Verstappen teria assegurado o título de 2025 caso o dirigente britânico tivesse sido dispensado antes.

“Roupa suja” fora de hora, diz Schumacher

Schumacher afirmou que Marko perdeu a oportunidade de agir quando Dietrich Mateschitz ainda estava vivo. Segundo o ex-piloto, o fundador da Red Bull já demonstrava insatisfação com Horner, mas nenhuma mudança foi concretizada naquela época. “Mesmo durante a vida de Mateschitz, Marko poderia ter demitido Horner”, recordou.

Com a morte de Mateschitz, Horner reforçou sua posição por meio da relação com o acionista tailandês Chalerm Yoovidhya, informou Schumacher. Esse movimento teria reduzido a influência do lado austríaco da companhia.

Indenização milionária e silêncio estratégico

Após a demissão em julho, logo depois do GP da Inglaterra, Horner teria recebido acordo de saída estimado em 52 milhões e permanece em quarentena até abril de 2026, período em que não pode atuar na F1.

Schumacher reconheceu que parte das críticas de Marko procede, mas condenou o momento escolhido para divulgá-las: “Marko está correto no conteúdo, porém deveria ter falado quando ainda ocupava o cargo, com calma e dignidade”.

Para o alemão, a gestão de Horner gerou êxodo de profissionais e dificultou a atração de novos talentos. Ainda assim, ele avaliou que expor tais conflitos agora soa “pouco elegante”.

Com informações de Autoracing

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