17 de dezembro de 2025 – A Fórmula 1 viverá em 2026 uma das maiores reformulações técnicas de sua história. O novo regulamento, que entra em vigor já no início daquela temporada, combina chassi inédito, unidade de potência revisada, aerodinâmica ativa e a estreia da Cadillac como nova equipe, além de Audi e Red Bull Ford Powertrains como fornecedoras de motores.
Dimensões e peso reduzidos
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) definiu que os monopostos passarão a medir 3.400 mm de comprimento – 200 mm a menos que em 2025 – e 1.900 mm de largura, recuo de 100 mm. O peso mínimo, contando piloto e pneus, cairá de 800 kg para 768 kg, um alívio de 32 kg.
Nova geração de unidades de potência
O motor continua sendo um V6 turbo de 1,6 litro, agora alimentado por combustível 100 % sustentável. A parte térmica deve fornecer cerca de 535 cv, enquanto o MGU-K crescerá para 350 kW (aprox. 470 cv), triplicando a entrega elétrica em relação à temporada atual. A carga de combustível por prova cairá de 100 kg para aproximadamente 70 kg. O MGU-H sai de cena, o que torna a recuperação de energia totalmente dependente da frenagem.
Aerodinâmica ativa substitui o DRS
A tradicional asa traseira móvel será abolida. Em seu lugar, entram asas dianteira e traseira móveis que reduzem o arrasto no “modo reta”, acionado livremente pelo piloto e desativado ao frear ou manualmente. No “modo curva”, ambas permanecem fechadas. A solução busca compensar a menor carga aerodinâmica geral e promete velocidades maiores em linha reta, ainda que as curvas fiquem mais lentas.
Pneus mais estreitos e foco em segurança
As rodas de 18 polegadas continuam, mas a Pirelli afinará os pneus: menos 25 mm na frente e 30 mm atrás, economizando 5 kg por jogo com perda mínima de aderência, segundo o fabricante. Para preservar a integridade dos pilotos, a FIA reforçará a estrutura frontal, duplicará a proteção do tanque de combustível, elevará a resistência do santantônio de 16 g para 20 g e instalará luzes laterais que indicam o status do sistema híbrido.
Gestão de energia vira desafio central
Com 350 kW de impulso elétrico e sem o MGU-H para recarga contínua, equipes temem o “clipping” – queda brusca de potência quando a bateria se esgota em retas longas, como nas pistas de Monza ou Spa-Francorchamps. Estratégias de mapeamento do motor e distribuição de torque ganharão importância decisiva durante as corridas.
Simulações divulgadas pela FIA no fim de 2024 indicaram ganho de até dois segundos por volta em relação ao conceito inicial apresentado, mas a expectativa geral é de tempos de volta mais altos nas primeiras provas de 2026. A evolução natural dos projetos deve, contudo, encurtar esse déficit ao longo do campeonato.
Com informações de Autoracing



