Sam Bird, ex-piloto da McLaren na Fórmula E, afirmou que a equipe de Woking enfrentará dificuldades extras na temporada 2026 da Fórmula 1 por causa da redução no tempo de uso do túnel de vento prevista no regulamento.
Durante participação no podcast F1 Chequered Flag, Bird lembrou que, apesar de a McLaren ter conquistado em 2025 tanto o Mundial de Construtores quanto o título de Pilotos com Lando Norris, o sucesso custará caro no ano seguinte. “A McLaren terá menos tempo de túnel de vento do que todas as outras equipes; isso será bastante desafiador para eles”, declarou.
Restrição de 70% a partir de 2026
Pelas regras que entram em vigor, a escuderia terá acesso a apenas 70 % das horas regulamentares para testes aerodinâmicos. O percentual pode subir 5 % dependendo da posição final no Mundial de Construtores de 2025, mas ainda assim será inferior ao de seus rivais. Embora a limitação seja aplicada a todo o grid, Bird acredita que o impacto será maior para a McLaren em meio à transição para o novo conjunto de regras técnicas.
Foco antecipado no carro de 2026
O ex-piloto acrescentou que o time encerrou o desenvolvimento do modelo de 2025 logo após o Grande Prêmio da Inglaterra, redirecionando recursos para o projeto de 2026. Segundo ele, essa decisão busca compensar a perda de tempo no túnel de vento quando as novas especificações passarem a valer.
Com a introdução das alterações aerodinâmicas e o limite mais rígido para testes, a McLaren inicia a próxima era da Fórmula 1 sob pressão para maximizar cada minuto disponível de desenvolvimento.
Com informações de F1Mania.net



