O chefe da Mercedes, Toto Wolff, afirmou que a Fórmula 1 viverá um momento “fascinante” a partir de 2026, quando entrarão em vigor mudanças profundas no regulamento técnico da categoria.
Em entrevista divulgada nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, o dirigente disse ter tido acesso inicial ao projeto do Mercedes W17 no simulador da fábrica em Brackley e mostrou otimismo com o que viu.
Principais alterações
Segundo Wolff, o novo regulamento abolirá o DRS e o MGU-H. Os carros serão mais leves, usarão pneus de menor diâmetro e passarão a contar com aerodinâmica ativa, permitindo aos pilotos ajustar asas dianteira e traseira em curvas ou retas.
No lugar do DRS, haverá dois recursos eletrônicos:
- Modo Ultrapassagem – disponível apenas nos trechos que eram zonas de DRS em 2025;
- Modo Boost – permite ganho extra de potência durante disputas.
Nova geração de motores
Os propulsores de 2026 serão 50 % elétricos e usarão combustível sustentável. A Mercedes encerrou há duas semanas o ciclo do motor V6 híbrido que rendeu oito títulos de construtores e sete de pilotos, mas Wolff evitou projetar favoritismo imediato.
“Nunca tivemos confiança plena; enxergamos o copo meio vazio”, comentou o austríaco no podcast Beyond The Grid. Ele lembrou que, em 2025, a McLaren venceu os dois campeonatos utilizando a unidade de potência alemã, o que, segundo o dirigente, comprova que equipes clientes podem conquistar títulos.
Desafio interno e rivais
Wolff reforçou que o principal desafio da Mercedes será superar McLaren, Williams e Alpine, também equipadas com motores fornecidos pela fábrica alemã. Ele destacou ainda que concorrentes melhor colocados no Mundial deste ano tiveram menos tempo de túnel de vento, enquanto equipes mais atrás puderam desenvolver projetos por períodos maiores.
Por fim, o dirigente reiterou que todos os propulsores entregues a clientes são idênticos aos usados pela equipe oficial, conforme determina o regulamento: “O resto é mito desde que estou na Fórmula 1”.
Com informações de Autoracing



