20 de dezembro de 2025, sábado – Jacques Villeneuve afirmou que as chamadas “regras papaia” da McLaren viraram piada no paddock da Fórmula 1 porque a própria equipe resolveu dar nome a algo que já é rotina em todas as escuderias.
Campeão mundial de 1997, o canadense explicou que todas as equipes estabelecem diretrizes internas para evitar toques entre companheiros. A diferença, segundo ele, é que a McLaren tornou público o conjunto de normas e ainda o batizou, atraindo atenção indesejada.
Orientações comuns ganharam rótulo
As “regras papaia” determinam que Lando Norris e Oscar Piastri lutem por posições de forma limpa e justa, sem colisões. Para Villeneuve, trata-se de um protocolo já adotado por todas as equipes, mas que raramente recebe um apelido oficial.
“Quando você coloca um nome, vira alvo fácil”, resumiu o ex-piloto, destacando que a cor laranja do carro (“papaya”) acabou virando mote para piadas.
GP da Itália expôs contradição
O episódio mais emblemático ocorreu no Grande Prêmio da Itália de 2025, em Monza. Após um pit stop lento que derrubou Norris para trás de Piastri, a McLaren ordenou que o australiano devolvesse a posição ao britânico. A decisão, motivada por um erro da própria equipe, alimentou o debate sobre a real aplicação das tais regras de igualdade.
Comunicação no centro da crítica
Villeneuve disse não conhecer cada ponto do regulamento interno da McLaren, mas avaliou que a falha esteve na forma como a mensagem foi transmitida: “Todo mundo tem regras para evitar batidas. Eles apenas não dão um apelido. Sem apelido, ninguém tira sarro”.
Título por um fio
A postura de tratar Norris e Piastri como iguais permaneceu durante toda a temporada, mesmo com a pressão crescente de Max Verstappen na reta final. A McLaren ainda sofreu uma dupla desclassificação em Las Vegas e errou na estratégia no Catar, permitindo que o piloto da Red Bull terminasse o campeonato de pilotos apenas dois pontos atrás de Norris.
Apesar dos tropeços, a equipe venceu o Mundial de Construtores com folga. Villeneuve ponderou que, diante do desempenho do carro, “seria constrangedor” não conquistar o título de pilotos. “Eles se recuperaram no final com o Lando, mas o Max deu muito trabalho”, completou.
Com informações de AutoRacing



