O chefe da Williams, James Vowles, afirmou que não há motivos para considerar a Mercedes favorita no novo regulamento de unidades de potência da Fórmula 1, previsto para 2026. Segundo o dirigente, a ideia de que a marca alemã largará na frente foi “plantada” por concorrentes interessados em pressionar por mudanças técnicas de última hora.
“Ninguém sabe onde vai parar”
Em entrevista concedida neste sábado (20), Vowles lembrou que nenhuma montadora tem clareza sobre sua posição na hierarquia quando as regras entrarem em vigor. “Ninguém sabe onde vai terminar. Nenhum fabricante de motores sabe”, declarou.
Mudança de motores a caminho
A partir de 2026, a categoria passará pela maior transformação desde 2014, quando os motores híbridos estrearam. O futuro conjunto propulsor ganhará eletrificação ampliada e deixará de usar o gerador-motor conectado ao turbocompressor (MGU-H). A comparação com 2014, ano em que a Mercedes se impôs, fomentou rumores de um possível cenário semelhante.
Pressão política
De acordo com Vowles, as especulações servem a interesses estratégicos. “Uma equipe e um fabricante criaram essa narrativa para tentar promover mudanças tardias no regulamento”, acusou.
Concorrência forte
O britânico ressaltou que rivais tradicionais não podem ser subestimados. “Duvido muito que a Ferrari tenha feito um trabalho ruim. Eles acertam isso ano após ano”, disse, citando também o desempenho recente da Honda como referência.
Plano da Williams
A Williams, que utiliza motores Mercedes, iniciou ainda em 2024 o trabalho direcionado às regras de 2026. “Eles se prepararam bem; agora precisamos ver como isso se traduz em desempenho real”, avaliou Vowles.
Depois de terminar o Mundial em quinto lugar — o melhor resultado da equipe desde 2017 —, o dirigente mantém metas cautelosas. “Ficar entre os três primeiros estaria acima do que esperamos”, admitiu. O objetivo da escuderia é progredir gradualmente: “Avançar passo a passo, ano após ano, faz mais sentido para nós. Top 3 seria aspiracional”.
Com informações de Autoracing



