Pierre Gasly voltou a comentar um dos capítulos mais marcantes de sua carreira na Fórmula 1: a rápida ascensão da Toro Rosso para a Red Bull em 2019 e a consequente falta de suporte que afirma ter enfrentado.
Telefonema nas férias decidiu o futuro
O francês contou que a mudança ocorreu logo após Daniel Ricciardo confirmar a saída da equipe austríaca. Durante férias na Grécia, ele recebeu uma ligação de Helmut Marko informando que seria titular da Red Bull no ano seguinte. Na ocasião, a equipe considerava apenas duas alternativas para a vaga: Carlos Sainz ou Gasly.
Somente 26 GPs de experiência
Quando assumiu o cockpit em 2019, Gasly somava 26 Grandes Prêmios completos. Apesar de pontuar com regularidade — ficou fora da zona de pontos apenas duas vezes, além do abandono no Azerbaijão —, geralmente aparecia nas posições mais baixas do top 10. O quarto lugar em Silverstone foi seu melhor resultado naquele período.
Demissão após 12 corridas
A pressão interna cresceu rapidamente e, depois de 12 etapas, a Red Bull optou por devolvê-lo à Toro Rosso. Alex Albon passou a correr ao lado de Max Verstappen, e Gasly admite que sentiu alívio ao deixar o assento.
Falta de estrutura e ambiente focado em Verstappen
Analisando o episódio, o piloto afirma que não recebeu apoio suficiente. Segundo ele, toda a operação estava voltada para Verstappen, e o engenheiro que o acompanhava vinha da Fórmula E, sem experiência anterior na F1. Gasly relata que, sem as “ferramentas básicas” para evoluir, não conseguiu exibir seu verdadeiro potencial.
Reconstrução e vitória em Monza
De volta à Toro Rosso — posteriormente rebatizada AlphaTauri —, o francês iniciou um processo de reconstrução. O ponto alto veio no GP da Itália de 2020, em Monza, onde conquistou sua primeira vitória na categoria. Ao término de 2022, encerrou o vínculo com o programa Red Bull e passou a defender a Alpine.
Com informações de Autoracing



