22 de dezembro de 2025, 17h52 — A Fórmula 1 divulgou as expressões oficiais que passarão a explicar o conjunto de regras técnicas de 2026, ano em que a categoria implementará a maior reformulação de sua história, abrangendo chassis, motores e o uso obrigatório de combustíveis totalmente sustentáveis.
Pacote técnico
Os propulsores continuarão a ser V6 turbo híbridos de 1,6 litro, mas com capacidade elétrica ampliada. Para compensar o aumento de potência elétrica, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) exigiu soluções aerodinâmicas que reduzam o arrasto, o que exigirá dos pilotos gerenciamento preciso de energia tanto em corridas quanto em classificações.
Construção dos novos termos
F1 e FIA recorreram a pesquisas com torcedores, à comunidade Fan Voice, a especialistas técnicos e às equipes para elaborar terminologias mais intuitivas, abandonando siglas como “modo X” e “modo Z”. As novas expressões aparecerão nos gráficos de televisão para facilitar o entendimento do público.
Modos de operação
Modo de ultrapassagem: substituirá o atual DRS, oferecendo impulso elétrico extra quando o carro estiver a menos de um segundo do adversário à frente.
Modo boost: libera a energia armazenada pelo sistema de recuperação, podendo ser usado ofensiva ou defensivamente. Ambos os modos consomem quantidade limitada de carga, exigindo estratégia de uso.
Aerodinâmica ativa
As asas dianteira e traseira alterarão seus ângulos: abertas em retas para reduzir arrasto e fechadas em curvas para aumentar a força descendente. A recarga de energia ocorrerá nas frenagens ou com o alívio do acelerador.
Dimensões e pneus
Os carros serão menores e mais leves: distância entre eixos encurtada em 200 mm (agora 3.400 mm), largura reduzida em 100 mm e peso mínimo 30 kg menor. O downforce inicial deve cair de 15% a 30%, enquanto o arrasto aerodinâmico deve diminuir 40%. As rodas de 18 polegadas permanecem, porém os pneus ficarão 25 mm mais estreitos na frente e 30 mm na traseira.
Unidades de potência
A divisão de potência passará a ser 50% térmica e 50% elétrica, salto em relação aos atuais 20% provenientes da parte elétrica. O sistema híbrido foi simplificado com a retirada do MGU-H. Todos os monopostos usarão combustível sustentável homologado pela FIA antes de cada Grande Prêmio.
As mudanças entram em vigor na temporada 2026.
Com informações de Autoracing



