Luigi Mazzola, engenheiro que integrou a equipe de Michael Schumacher nos tempos de maior sucesso da Ferrari, disparou críticas ao presidente da montadora, John Elkann, após o duplo abandono dos carros vermelhos no Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.
Em entrevista ao portal NewsF1, Mazzola classificou como “desnecessária” e “politicamente equivocada” a declaração pública de Elkann, que pediu aos pilotos para “falarem menos e pilotarem mais”. Segundo o ex-engenheiro, esse tipo de cobrança deveria permanecer dentro da estrutura do time. “Roupa suja se lava em casa. Quando se fala algo assim publicamente, você está atacando alguém e, geralmente, preparando terreno para algo que virá depois”, afirmou.
Mazzola também questionou a autoridade do dirigente no contexto da categoria. “Elkann tem a mesma experiência em Fórmula 1 que eu tenho em economia, basicamente nenhuma”, ironizou. Ele lembrou que, no momento das críticas, a Ferrari poderia ter destacado a conquista do título de pilotos e construtores no Mundial de Endurance (WEC), mas optou por atrair os holofotes para a F1.
O ex-membro da escuderia sugeriu ainda que as palavras de Elkann podem ter sido orientadas por assessores e minimizou a influência do presidente em comparação a líderes históricos do time, como Luca di Montezemolo.
Leclerc também é alvo de comentários
As rusgas internas não se limitaram à cúpula. O ex-piloto da Ferrari Arturo Merzario avaliou o desempenho de Charles Leclerc e declarou que o monegasco assumiu o cockpit em Maranello sem ter demonstrado merecimento suficiente. “Leclerc é muito bom, como muitos outros, mas não é especial”, afirmou, argumentando que a projeção do atleta sempre superou os resultados alcançados.
As declarações reforçam o clima de tensão em Maranello, evidenciando que os desafios da Ferrari extrapolam a pista e passam por decisões estratégicas e de comunicação enquanto a equipe se prepara para o ciclo de regulamentos que começa em 2026.
Com informações de F1Mania.net



