São Paulo, 2025 – A volta do Brasil ao grid da Fórmula 1 tem sido acompanhada de perto por Sergio Silva, preparador físico de Gabriel Bortoleto desde 2019. Em entrevista, o profissional contou como o piloto da Sauber tem se adaptado às exigências da categoria em seu ano de estreia.
Treino dividido entre Europa e Brasil
Segundo Silva, a transição da Fórmula 2 para a Fórmula 1 exigiu uma nova logística de preparação. Um profissional da estrutura europeia da Sauber conduz o trabalho diário, enquanto ele complementa o programa à distância, ajustando cargas de treino e monitorando as respostas do corpo do piloto.
“Se ele não está bem, liga. Se está bem, liga também. O Gabriel sabe ouvir o próprio corpo”, afirmou o preparador, destacando a autonomia do jovem de 20 anos.
Controle de peso e ganho de massa
Durante o GP de São Paulo, Bortoleto apareceu ligeiramente abaixo do peso ideal – algo comum no início da adaptação ao intenso desgaste físico da F1, explicou Silva. Bastaram ajustes na dieta e na rotina de exercícios para o paulista recuperar os números e ainda ganhar massa muscular em poucas semanas.
Desempenho na pista
Bortoleto enfrenta o esperado aprendizado de um novato em uma equipe em transição. Mesmo com finais de semana difíceis, o brasileiro apresentou classificações mais consistentes, melhor leitura estratégica e conseguiu andar próximo do companheiro Nico Hülkenberg em várias ocasiões.
Entre os pontos de evolução citados estão a gestão de pneus, a comunicação com engenheiros e o entendimento do comportamento do carro híbrido e mais pesado da Fórmula 1.
Olho em 2026 e presença nas etapas europeias
Silva vê 2025 como base para o projeto que ganha força com a chegada definitiva da Audi em 2026. “É um ano de desenvolvimento; não dá para cobrar além disso”, ressaltou. O preparador já planeja acompanhar Bortoleto em corridas como Itália e Espanha para manter a proximidade no período de maior transformação da equipe.
Antes disso, ambos estiveram juntos nas 500 Milhas de Kart da Granja Viana, em Cotia, onde Bortoleto dividiu o kart com nomes como Felipe Drugovich, Felipe Massa e Rubens Barrichello. Para Silva, eventos dessa natureza reforçam o entrosamento e mantêm o piloto em ritmo competitivo fora do ambiente da F1.
Com informações de F1Mania.net



